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Peça: Música para Cortar os Pulsos

Há uns três meses, eu assisti pela primeira vez uma peça sobre a qual já tinha lido a respeito, e igualmente importante, ouvido recomendações excelentes de amigos: “Música para Cortar os Pulsos”, da Empório Sortido de Teatro.

Além do título impactante, a sinopse da montagem também parecia interessante: tudo girava em torno de um triângulo amoroso jovem, embalado por muitas canções, como sugere seu nome. O cinema, os livros, o teatro e claro, a vida real, provam que a mistura de paixão e melodia sempre funciona muito bem. Pra mim, alguém que adora tanto histórias que partem dessa premissa simples quanto música, parecia muito instigante, e eu apostava que iria gostar. Continue lendo →

Cover: Stop Me, Daniel Merriweather

Nunca fui muito fã dos Smiths. Nem sei de onde vem essa minha antipatia (que há alguns anos era uma verdadeira aversão), mas desde que me entendo por gente nunca gostei do som dos caras. Então imaginem só minha surpresa ao descobrir que Stop Me, aquele single super maneiro do Mark Ronson com o Daniel Merriweather, era, além de cover, uma regravação de Morrissey e companhia? Meu mundo caiu!

Er… ok, ok. Não foi pra tanto. O máximo que aconteceu foi eu ter um motivo a mais pra dar outra chance a banda oitentista. Mas isso é outra história.

A versão original de Stop Me, lançada em 1987, tem um nome bem mais comprido (Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before) e também um clima bem mais soturno – é Smiths, o que esperavam? -. Ouvir o que Mark Ronson fez com os arranjos é ouvir uma prova da genialidade do cara. Temperando o som com pitadas de soul e instrumentos de sopro, Mark prepara o cenário perfeito para a voz do super foda Daniel Merriweather brilhar. Criando um verdadeiro placebo, por um momento a gente até esquece o que a letra triste fala (… an emergency stop/i smelt the last ten seconds of life) e a gente dança.

Se Stop Me com o Daniel ficou melhor do que com os Smiths eu não sei dizer, mas de uma coisa eu tenho certeza: essa é mais uma grande música que nas mãos de grandes artistas resultaram em um grande cover.

Cover: Tik Tok, Doll and The Kicks

Tik Tok, da Ke$ha, é, sem dúvida, uma das músicas mais viciantes dos últimos anos.

A voz carregada de auto-tune, as batidas aceleradas e um “woah-oh oh oh” super característicos conferiram a canção uma aura despretensiosa e pegajosa. O curioso é perceber que tudo que a gente adora ou adorou na música, além de serem qualidades, são também seus principais defeitos: Tik Tok é inorgânica, irritante e enjoada.

Analisando friamente, é possível chegar a conclusão que ela foi o que nasceu para ser – uma música divertida e descartável.

… Mas ao ouvir a versão da banda inglesa Doll And The Kicks toda e qualquer teoria inútil a cerca da canção é completamente diluída. Os sintetizadores de Ke$ha foram substituídos por cordas e percussões reais e os vocais, desprovidos de efeito, engataram um ritmo preciso para um refrão que parece prestes a explodir a qualquer momento.

A banda tem moral de sobra: em 2008 abriu shows do Morrissey a convite do próprio – sim, gente, o Morrissey, dos Smiths! -.

Potencial. A gente vê por aqui.

Mark Ronson lançará novo álbum em Maio

Segundo o NME.com, o produtor/DJ/cantor inglês Mark Ronson contará com as participações de Scissors Sisters, Santigold (ex-Santogold), Cathy Dennis, o rapper Pill e Miike Snow para seu próximo álbum, “The Business”, que tem previsão de lançamento para Maio/Junho de 2010.

O artista, que já produziu discos como o “Alright, Still” de Lily Allen e “Back To Black” de Amy Winehouse, disse que, diferente de seu último disco, “Versions”, inteiramente composto por covers de artistas como Coldplay, The Zutons e Britney Spears, seu terceiro trabalho trará apenas material inédito, composto por ele com a colaboração de alguns artistas que foram seus parceiros em lançamentos passados, como Nick Hodgson, da banda Kaiser Chiefs.

Ao longo de sua carreira, Mark também já trabalhou com a cantora Adele, Mos Def, Robbie Williams, Candy Payne, Maroon 5, Christina Aguilera, e muitos outros, tornando-se um dos produtores mais influentes da cena musical atual. Seu primeiro álbum, “Here Comes The Fuzz”, lançado em 2003, foi procedido pelo bem sucedido ”Version”, de onde saíram as conhecidas versões de “Valerie” dos The Zutons, com vocais de Amy Winehouse, “Oh My God” dos Kaiser Cheifs na voz de Lily Allen e “Stop Me”, cover de “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”, dos The Smiths, cantada por Daniel Merriweather. A versão acústica dessa última você confere abaixo:

(500) Days Of Summer

(500) Dias Com Ela

Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.

(500) Dias Com Ela conta como Tom Hansen se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.

Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.

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