Nós do Miolaoteam inauguraremos hoje uma nova sessão no blog, a “Trilha Sonora da Semana”. Baseada em dois especiais que nós fizemos anteriormente (você pode conferir clicando aqui e aqui), ela irá relembrar momentos marcantes do cinema em que a música possui papel tão essencial quanto qualquer outra coisa em cena.
Vamos conhecer aquela que irá abrir a série de posts? Antes, uma pequena introdução…
Falemos do filme em questão: “Dreamgirls”, dirigido por Rob Marshall e lançado em 2006 é a adaptação para os cinemas do espetáculo da Broadway de mesmo nome, que arrebatou público e crítica em meados de 80 e venceu vários Tony Awards – o prêmio mais importante que existe para os musicais de teatro. Lançado pela Warner Bros em parceria com a DreamWorks, foi dirigido por Bill Condon (roteirista da “versão longa metragem” de outra peça de sucesso, “Chicago”) e conta a história de um talentoso trio de cantoras em busca do reconhecimento na indústria fonográfica – trama claramente inspirada na trajetória real do grupo The Supremes, liderado por Diana Ross, que chegou ao fim devido à brigas entre as integrantes e planos divergentes de empresários da época.
O elenco da adaptação é composto por nomes de peso que transitam entre o cinema e as prateleiras das lojas de discos, como Beyoncé e Jamie Foxx, e também artistas como Anika Rose, Eddie Murphy e alguém que, na época, ainda não era lá muito conhecida pelo grande público: Jennifer Hudson. A moça, uma das finalistas do American Idol gringo, não levou o prêmio máximo do programa, mas se tornaria mais famosa do que muitos que venceram alguma edição do show de talentos. Com “DreamGirls”, Hudson fez sua estréia nas telas e abriu caminho para sua carreira oficial na música. Encarnando Effie, a mais geniosa do grupo, Jennifer roubou a cena o tempo todo e, merecidamente, venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A cena escolhida (abaixo) justifica – e muito – os prêmios que ela ganhou:
A artista interpreta aqui “And I Am Telling You I’m Not Going”, música também entoada no espetáculo teatral. Sua personagem, prestes a perder sua vaga no trio, desconfia que o noivo, Curtis (também empresário das garotas), tenha perdido de vez a confiança que tinha nela e também o amor dos velhos tempos. Desesperada, ela diz que nunca irá abandoná-lo, ainda que ele cometa as maiores loucuras do mundo, e é obrigação dele compreender isso. Jennifer emociona e nos deixa boquiabertos, injetando uma força absurda e muito sentimento à faixa, composta por Tom Eyen. Digna de aplausos!
Ah, e duas curiosidades: na montagem teatral, a canção ganhava vida na voz de uma mulher com nome parecido, Jennifer Hollidays, cantora de relativo sucesso na década de 80 e com talento equivalente ao da contemporânea. Confira uma filmagem da época – mais especificamente a partir de 3:33:
As duas já se apresentaram juntas num show de Hudson no ano passado, um verdadeiro duelo de titãs. Se você assistir o vídeo até o fim, verá que as palavras ditas por um cara da platéia enquanto assiste, hilários e “chocados” “oh my God! Oh my God!” sintetizam bem a reação de quem ouve. Veja aqui.
ps1: A série “Trilha Sonora da Semana” foi idealizada pela Lucy, a nova integrante do Miolaoteam, que já tem postado por aqui mas ainda não se apresentou. Relaxem: nós vamos tirar ela do armário nos próximos dias. No bom sentido.


















