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Beyoncé – 4

Se me dissessem que 4, o quarto álbum de Beyoncé, lançado oficialmente no Brasil no último dia 28 de junho, era o trabalho de alguma cantora dos anos 90, eu iria cair fácinho, fácinho.

Indo na contramão do pop radiofônico que domina as paradas de hoje, Beyoncé lança um disco que não lembra em (quase) nada o estilo que a consagrou. Mais arriscado do que qualquer outro álbum de sua carreira, 4 foi pensado para ser um disco cujo tema principal fosse o amor. Sendo visivelmente influenciada por Jackson 5 (Love On Top), Mariah Carey (1+1) e boa parte da Motown em sua fase de ouro (I Care, Rather Die Young e I Miss You), Beyoncé costura em 12 faixas um universo passional e particular.

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Cai na rede Across The Sky, inédita de Madonna

Parece que essa semana é mesmo a semana dos “vazamentos”. Depois dos discos de Corinne Bailey Rae e do Hot Chip cairem na rede antes da hora, o alvo da vez foi ninguém menos que Madonna. Aliás, a própria Madonna já tinha sido “vítima” de algo parecido essa semana, quando as filmagens da Re-Invention Tour pararam a internet.

Acaba de cair na rede Across The Sky (clique para baixar), faixa inédita de Madonna. Mas nem adianta se animar pois a música não se trata bem de uma “novidade”.

O título de Across The Skyé velho conhecido dos fãs. A faixa produzida por Timbaland foi criada durante as sessões do álbum Hard Candy, lançado originalmente em 2008. Com a decisão de descartar a faixa da tracklist final do disco, muito se especulou sobre o destino da gravação: houve quem dissesse que Timbaland teria guardado a música para usar em seu segundo disco e houve quem disse que os fãs só teriam acesso ao material quando Madonna morresse (!).

No fim das contas nenhuma coisa nem outra aconteceu. Ainda bem!

UPDATE: obrigado Ney Ciccone pela ‘correção’ ao título. ;]

UPDATEII: pra quem não conseguir pegar no 4shared, aqui tem outra opção de download.

Shakira – She Wolf

Capa do álbum She Wolf

Depois que Shakira começou a cantar em inglês, mudou o visual, ficou mais sexy e estourou ainda mais, muitos dizem que a cantora tornou-se apenas mais uma loira artificial do pop, ou argumentam que seus dias de musicista talentosa ficaram pra trás. Devo discordar das duas teorias, embora tenha ficado assustado com os primeiros rumores e imagens do seu novo trabalho, “SheWolf”, que foi lançado na primeira metade de Outubro.

Ela é uma artista inteligente. Seu trabalho, mesmo sendo bastante comercial e acessível, não é banal, e mostra-se superior ao de muitas outras cantoras pop atuais. Ela é uma ótima entertainer e não deve em nenhum quesito aos grandes nomes do show business. Canta, dança, compõe, sabe o que faz no palco… Ela inspira confiança nas direções de seus projetos. Apesar de seu último álbum de inéditas, o “Oral Fixation 2”, lançado há quatro anos, não ter me empolgado como o seu sucessor – mesmo sendo bom – é louvável seu talento e ousadia na busca de novos rumos para sua música.

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#Mioladinhas

Alguém aí viu o clipe novo do Timbaland?

O ex-produtor do momento volta a ativa com Morning After Dark, primeiro single de seu 3º album, o aguardado ‘Shock Value 2‘. A música é bem bacana (embora não chegue nem perto dos singles do album anterior), mas o vídeo beira o bizarro. Inspirado na febre do momento “Lua Nova” vemos Timbaland fazendo caras e bocas e a cantora SoShy brincando de ser rapper no metrô. O que era para ser tenso acaba não metendo medo em ninguém. Seja lá qual a intenção, o resultado é… Bem, quem não viu assista e tire suas próprias conclusões…

Outro vídeo interessante é o de Havent Met You Yet, de Michael Bublé. Mesmo já tendo saído há um tempinho, o clipe vale ser visto porque é divertido, romântico e super bem filmado. Confiram!

E para fechar com chave de ouro vale ver o íncrivel Rainbow, de Emilie Simon. O vídeo é bem diferente do que rola por aí e é um deslumbre visual com sua estética oitentista e ao mesmo tempo hypada. Em uma única palavra: encantador, como a música. Aperte o play!

Norah Jones – The Fall

Capa do CD "The Fall", quarto da carreira de Norah.

Norah Jones é uma daquelas artistas que me fazem esperar pelos seus CD desde o dia em que anunciam na mídia a data em que eles serão lançados, ou começam a exibir detalhes dos mesmos por aí. No caso de “The Fall”, eles liberaram a capa (linda, por sinal) e o nome das faixa há uns dois meses. Só restava esperar. Junto com a foto de divulgação, foram publicadas notícias  sobre o álbum, que diziam que ele seria um pouco diferente dos anteriores – ela exploraria novas vertentes e incrementaria seu som com algumas outras influências.

Os dois meses já passaram e há dois dias ele foi lançado comercialmente – sem considerar que já havia vazado há pouco mais de uma semana. É importante dizer que, sim, “The Fall” é diferente dos anteriores, mas ao mesmo tempo possui a essência deles. Norah, nesse trabalho , apenas está aderindo características ao seu som que pareciam mais esparsas anteriormente, mas estiveram sempre lá, mesmo que discretamente, em seus discos passados ou em projetos musicais paralelos com os quais ela se envolveu.

Norah Jones escolheu um novo produtor para trabalhar em seu quarto álbum, Jacquire King, que já trabalhou com Kings of Leon e Tom Waits – esse segundo, cantor que a influenciou declaradamente na nova criação. As mudanças não pararam por aí: ela optou por alterar completamente sua banda para a nova empreitada que viria a seguir. Tantas novidades realmente fizeram efeito  e o entrosamento entre eles deve ter sido bastante bom, considerando o resultado final. Tá, sabemos que bons resultados nem sempre são sinais de “boa convivência” (né, irmãos Gallagher?), mas é assim que deve ter sido.

Pra começar, guitarras e baterias estão mais presentes nas suas músicas, e o clima do álbum é  e menos “inofensivo” e ainda mais adulto do que os anteriores. A primeira faixa e também primeiro single, “Chasing Pirates” pode até enganar, mas a próxima, “Even Though” tem mais a cara da nova fase de Norah, assim como “Young Blood”, parceria com o cantor Ryan Adams, que dificilmente se encaixaria bem num de seus álbuns anteriores. “It’s Gonna Be” é outra que cai bem nessa categoria e uma das mais diferentes do CD – gostei dela logo na primeira vez que ouvi.

São gravações em que Norah deixa sua característica “doçura” (?) de lado para mostrar outras nuances. Ela soa mais incisiva em alguns momentos, em outros mais sensual e por vezes melancólica, transitando por diversos estilos, como o country desajeitado de “Tell Yer Mama” ou a faixa “Waiting”, que lembra uma das faixas do disco “New York City”, projeto com gravações de blues realizado em colaboração com o grupo The Peter Malick Group pela cantora em 2003. Ela brinca com o jazz, o rock e com outros estilos com o qual sente-se a vontade nesse momento da carreira para explorar.

(norah jones)

Alguns momentos do disco, porém, são completamente “old Norah”, como a singela “December” ou “Back To Manhattan” ou mesmo a faixa de encerramento, “Man of The Hour”, sobre um amante imperfeito – e ideal. Geralmente, as últimas músicas de seus discos são bastante emotivas, ou demonstram a grade habilidade de Norah como pianista. Essa, por outro lado, parece despretensiosa e bem humorada. Reflexo de mudanças que ela está segura em trazer para seu trabalho.

“The Fall” têm, por vezes, um certo clima de jam session, como se seus componentes estivessem descobrindo novos sons para tocar – talvez com uma “informalidade” não muito grande, é claro. Norah ainda não demonstra tamanho desprendimento com suas canções, mas a liberdade para fazer o que quer torna-a cada vez mais envolvida nessa linha criativa. “The Fall” é um CD charmoso que abraça vários estilos musicais, sem que a artista perca sua essência, como eu havia citado no começo. Nada nesse álbum parece com algo que Norah jamais faria. Não é como se ela tivesse gravado um disco com o Timbaland, por exemplo. (!)

O álbum é, entre os quatro já lançados pela cantora, aquele que possui o ar mais “urbano”. Bons álbuns constroem imagens em nossas cabeças e “The Fall” poderia ser o retrato de um outono na cidade grande – fall, em inglês, pode significar tanto a estação quanto a palavra “queda”, ou, segundo a cantora defendeu em entrevistas, uma fase com mudanças de ritmo, um tempo na vida. Ela, que diz ter passado por uma temporada difícil durante seu processo de criação, parece recuperada e amadurecida, tanto pessoalmente quanto profissionalmente.

Give It UP To Me?

2007, inverno americano. Produtor do momento, rapper e cantora pop se juntam num trieto histórico (entenda por histórico o resultado esquecível dos charts, que ninguém mais se lembra). O resultado foi Give It To Me, uma das músicas mais grudentas dos últimos anos.

2009, inverno americano. Produtor nem tão do momento assim, rapper e cantora que um dia quis ser rock se juntam num trieto. O resultado foi Give It Up To Me.

Opa! A história se repete? Acho que sim. Se os grandes problemas que assolaram o mundo como a discriminação (mulçumanos, negros, gays, judeus, mouros, favelados) se repetiu em diversos momentos da história, no mundinho pop tudo funciona do mesmo jeito, mas ao invés dos erros, são os acertos que são copiados à exaustão.

Agora é a hora e a vez de Shakira. Tentando salvar seu último disco, She Wolf, do fracasso comercial, a loba trás à tona um forte candidato a hit: Give It Up To Me.

Apoiada nos vocais de Lil Wayne, um dos rappers mais bem sucedidos dos últimos anos, Shakira trás uma músiquinha caprichada que de nada lembra a parceria de Justin Timberlake, Nelly Furtado e Timbaland. Aliás, a produção é assinada pelo mesmo Timbaland, dono do hit “quase” homônimo de 2007.

Sendo franco, não há nada demais aqui. Percebemos a mesma batidinha feita sob medida para agradar aos ouvidos, os mesmos joguetes de vozes e versos, a mesma letra, o mesmo tudo. E o resultado?  Eu pelo menos adorei! Shakira conseguiu dar a performance um tom interessante e a coreografia, embora nada lembre a artista que conhecemos, é divertida e sexy.

Agora se Give It Up To Me conseguirá o feito de fazer ao menos a metade do sucesso de Give It To Me só o tempo dirá. E você, o que acha?

 

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