Antes de começar a falar qualquer coisa sobre Toy Story 3, quero contar à vocês minha relação com os primeiros filmes e com os personagens.
Eu deveria ter uns 6 ou 7 anos quando o primeiro título foi lançado nos cinemas. E desde aquela época eu adorava ver filmes, principalmente filmes da Disney.
Naquele tempo ir ao cinema era um verdadeiro acontecimento. E para ser bem sincero, com Toy Story isso acabou não acontecendo. Assisti em VHS. Lembro-me bem de ter achado o filme dos brinquedos falantes uma das coisas mais chatas que já tinha visto até então. A sensação que tive durante todo tempo era que o tempo não passava e que o filme não iria terminar nunca. Por fim terminou e eu, como ficou claro aqui, detestei o filme.
A história do cowboy que ficou com invejinha de seu dono ter um brinquedo novo nunca me agradou. Nunquinha mesmo.
Sei lá porque, anos depois fui ao cinema ver Toy Story 2. Achei divertidinho, bonitinho, legalzinho. Inho, inho, inho. Blah. Desde então nunca mais revi nenhum dos 2.
Com o lançamento do terceiro filme, vários textos apaixonados pipocaram na internet e ouvi de alguns amigos palavras na mesma medida. Pessoas assim; praticamente da minha idade, declaravam abertamente amor eterno a Woody e cia, além de dizerem que se identificavam com Andy, o dono dos brinquedos. Todo mundo amava Toy Story.
Do ponto de vista dos críticos, o primeiro Toy Story foi um marco: primeiro longa inteiramente animado em computação gráfica (porque ninguém viu o brasileiro Cassiopeia, né?). Todo mundo realmente amava Toy Story. Menos eu.*
… E finalmente, Toy Story 3!

Eu só queria ver um filme legal, sabe?
Mas aí as luzes do cinema se apagaram e uma sequência mais que incrível de ação me fez vibrar nos primeiros minutos para, em seguida, eu poder me lembrar de como eu inventava histórias tão magníficas (e absurdas) quanto as que Andy criava quando eu era pequeno.
Nem deu tempo de lembrar. Logo após a abertura do filme fui pego de jeito com uma cena tão cheia de sentido e sentimento que reverteu de imediato toda antipatia que eu sentia para com as personagens.
Depois disso o tempo passou voando. Foram 98 minutos de diversão em seu estado mais puro. E quando acabou eu me senti completamente satisfeito. E feliz com o final daquela turminha.
O roteiro escrito a 6 mãos por John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich fez com que as personagens, que já tinham emoções nos outros filmes, ficassem ainda mais humanas. A pureza dos brinquedos em tentar chamar a atenção de Andy a todo custo e a nova “realidade” do garoto, que agora com 17 anos deixava sua casa para ir à faculdade, foram tópicos explorados com tanta clareza que posso dizer com certeza que, mesmo com toda má vontade do mundo, é impossível não mergulhar no mundo que se é apresentado.
O ritmo ágil imposto pelo roteiro foi captado com maestria pela direção do próprio Lee Unkrich, que em outrora co-dirigiu os maravilhosos Monstros S.A. e Procurando Nemo. Ao longo dos 98 minutos o que se vê em Toy Story 3 é um acabamento técnico perfeito, uma história redondinha e emocionante, uma trilha sonora espetacular e personagens apaixonantes. E a sensação que fica quando acaba, além de felicidade, é de que a Pixar, mais uma vez, produziu um dos melhores filmes do ano.
Falando nisso, já tem um bom tempo que desconfio que os filmes produzidos pela Pixar não são para crianças: Procurando Nemo, Os Incríveis, Wall-e e UP – Altas Aventuras podem corroborar meu argumento de maneira concreta…
No entanto, Toy Story 3 foge um pouco a “regra” para então voltar a ela: tão poderoso e tão inocente quanto os citados, ele acaba sendo um caso a parte por causa de uma peculiaridade que só ele possui: é o único título da Pixar que ganhou (2!) sequência(s).
E o que na prática isso quer dizer? Significa que o motivo pelo qual o lançamento deste filme ter um intervalo de 10 anos em relação ao último, é pelo simples fato de que o público que cresceu assistindo precisava estar crescido para entender tudo que é contato. Para entender e se permitir ser capturado de volta a infância, esquecendo de tudo o que aconteceu no meio tempo e apreciando este que é mais que um bom filme. Com o perdão do chavão: um ótimo filme… para todas as idades.
*Só pra ficar claro, quando eu digo “menos eu” não é mania de exclusividade nem nada. Só tô falando sobre a maioria das pessoas. É óbvio que tem pessoas por aí que provavelmente não gostam de Toy Story. Quero dizer, tem gente por aí que não gosta de chocolate, né? Hehehe.
Toy Story 3, Lee Unkrich, 2010.
Toy Story 3. Com: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Blake Clark, Don Rickles, Estelle Harris, John Ratzenberger, Wallace Shawn, Whoopi Goldberg, Jodi Benson, John Morris e Michael Keaton.















"Thiago, 21 anos, ama cinema e queria que sua vida fosse um filme. Não vive sem música, é viciado em internet e acredita na magia e sedução das SMS's. Ama falsidade, é filho do Ozzy Osbourne e seus exemplos na vida são John Lennon, Paris Hilton e Stefhany. Aliás, ele é lindo e absoluto. Rere."
"Mario, 21 anos, louco por
"Sanny, 22 anos, é louca pela fama, sucesso e glamour. Já buscou status tornando-se circense, bailarina, cantora e universitária, mas acredita firmemente que vai DAR certo na vida quando se tornar atriz ou encontrar um milionário disposto a casar. Além de toda essa ambição, é uma ótima companhia para sair e beber cerveja discutindo todos os tipos de assunto. Fiz o requisito?"
"Renato, 19 anos, ama palcos, escrever e está no 2º ano de jornalismo. Imita cenas de filmes famosos em público, tem tendências naturais ao drama e é o 'desmancha festinha' na sua turma de amigos. Canta, dança, representa e tá aí com uns projetos. Mantém seus surtos de Becky Bloom sob controle por falta de dinheiro. É apaixonado por música. Sonha montar num touro mecânico, dominar o planeta e fazer as pessoas se identificarem com o mundo na sua cabeça."