MIOLÃO • Toni Collette
 

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Fright Night

Normalmente encaro remakes com desconfiança. Sempre me pergunto: “essa história precisava mesmo ser recontada?”. Mesmo assim, na maioria das vezes, os assisto sem ressalvas e evito fazer comparações. Quando soube que fariam um novo filme inspirado em A Hora do Espanto (Fright Night, Tom Holland, 1985) a coisa mudou de figura: eu tinha uma “relação” com aquela história. E não queria que “estragassem algo” que significava tanto.

Lembro quando ainda criança assisti A Hora do Espanto em uma madrugada na Band. A história do garoto que tinha como vizinho um vampiro fez com que eu tivesse pesadelos durante toda aquela noite. E na noite seguinte também. Não que ele fosse verdadeiramente amedrontador. Ele não era. O problema é que eu não era lá muito corajoso.

Anos depois o revi. A tensão e alguns dos sustos resistiram ao tempo, mas o melhor de tudo foi uma outra coisa que tinha passado batido por mim na primeira vez: o humor.  Perceber que a comédia contida naquele filminho meio tosco e exagerado dinamizava o texto e movimentava a trama me fez gostar de tudo ainda mais. De certa forma, devo à A Hora do Espanto meu apreço pela obra de Sam Mendes e pelo cinema B em geral.

Antes que eu me perca em divagações e memórias, o fato é que eu estava desconfiado com essa história de remake. Mas só foi eu ver quem estava envolvido na produção para que parte do receio se dissipasse, afinal, um filme com Anton Yelchin (Lembranças de Um Verão), Christopher Mintz-Plasse (o McLovin de Superbad), Toni Collette (O Casamento de Muriel) e Colin Farrel (O Caminho da Liberdade) não poderia ser ruim, poderia?  Quando finalmente assisti tive certeza: não, não poderia.

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Top 5: Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos

The Kids Are All Right

Teoricamente, as distribuidoras brasileiras tem o papel de adaptar os títulos originais dos filmes para a cultura local a fim de que eles façam mais sentido a seu público (a gente!). Seria muito lindo SE isso funcionasse, mas na vida real sabemos que todo o intuito honrado se perde em virtude de questões mercadológicas – afinal, para eles, vale tudo para atrair mais pessoas.

As escolhas para inúmeros longas-metragens, que vão de MeninaMá.Com (Hard Candy) até Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), dão vergonha de tão ruins. Algumas delas, inclusive, até relatam trechos importantes dos filmes – e, a grande maioria, deturpa a essência das produções com piadas engraçadinhas com pouca (ou nenhuma) relação com as histórias.

O Top 5 de hoje vai servir para partilhar minha revolta com vocês em relação aos títulos mais babacas dos últimos 2 anos, haha! Preparados?

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Vem Aí: Frankie & Alice

Halle Berry já teve o mundo nas mãos. Por sua performance no pesadíssimo A Última Ceia, em 2002 a atriz abocanhou o Oscar de Melhor Atriz Principal e entrou para a história do cinema ao ser a primeira mulher negra a levar a estatueta para casa. Aclamada pela crítica e amada pelo público, era correto afirmar que o futuro da moça não seria nada menos que brilhante. Todavia, devido a uma série de escolhas erradas (alô Mulher-Gato!) as prospecções que todos esperavam não aconteceram. Halle participou de verdadeiras bombas e até mesmo seu excelente desempenho no belíssimo Coisas Que Perdemos Pelo Caminho não foi o suficiente para que ela recuperasse o prestígio de outrora. Mas agora, finalmente, tudo parece ter voltado aos eixos. Pelo menos é o que trailer de Frankie & Alice, seu novo projeto, dá a entender:

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Lançamentos em DVD: Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, Mary e Max e Direito de Amar

Contrariando todas as expectativas, o dia aqui em São Paulo amanheceu ensolarado. Se você planejou ficar em casa e ver uns filminhos, é bem provável que tenha mudado de ideia ao ver esse solão. Mesmo assim, para aqueles que resistiram – ou para todos aqueles que moram em outras cidades maravilhosas e que por coincidência esteja frio -, seguem abaixo algumas informações sobre os lançamentos em DVD dessa semana!

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

Já falamos aqui antes sobre Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos. Na época, o filme ainda não tinha estreado, mas a expectativa pela história que prometia ser um belo romance já era grande.

Tendo como protagonista um Caio Blat que mais parece uma personagem num filme noir, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos é o tipo de filme que dá prazer em assistir. Com um texto afiado e uma direção pra lá de criativa, a produção nos apresenta a Zeca, um escritor de 30 anos que não consegue escrever, que acha que sua esposa (Maria Ribeiro) está lhe traindo com uma amiga (Luz Cipriota). A situação se complica, quando Zeca se vê completamente apaixonado pela amiga (namorada?) de sua mulher.

Transitando entre gêneros, o resultado do trabalho é uma obra sarcástica, ácida e adorável sobre uma geração que, talvez, tenha muito em comum com a sua. Vale conferir! Ah! Destaque especial para o ótimo Daniel Dantas e suas tiradas no melhor estilo “tolerância zero”. ;]

Mary e Max – Uma Amizade Diferente

Não se deixe enganar com a animação meticulosamente bem cuidada de Mary e Max. Vendido como um filme infantil, a película de Adam Elliot foi uma das melhores surpresas dos últimos anos. Sensível, bem elaborado e extremamente forte e engraçado, Mary e Max transcende o gênero infantil e nos apresenta a dupla de protagonistas exótica e excluída.

Mary (dublada pela admirável Toni Collette), uma garotinha estranha e solitária, vive na Austrália com sua mãe maluca enquanto Max (Philip Seymour Hoffman), um homem “nervoso” de 44 anos, obeso e judeu, se esconde no caos de Nova York. Por causa do destino, esses 2 personagens trocam correspondências por mais de 20 anos e provam que relações à distância podem sim dar certo. Esse aqui vale MUITO assistir. O único risco que você corre, além de se apaixonar por esses 2 estranhos, é que ele (o filme) se transforme em uma das obras da sua vida.

Direito de Amar

Direito de Amar é tão impressionante que assombra. O cuidado e esmero com que foi construído chama a atenção logo de cara ainda na abertura. Cada plano é filmado com tamanha maestria que não dá para conter o deleite estético que é assisti-lo. A arte, a fotografia e a direção (palmas ao estreante Tom Ford, por favor!) se equiparam em qualidade com a sensível trama de George (Colin Firth na melhor interpretação de sua carreira), um professor inglês que tenta viver após a morte de seu esposo (Matthew Goode). Sincero e bonito, em todos os sentidos, o filme propõe uma reflexão a cerca de temas delicados como suicídio, preconceito, amizade, amor romântico e, acima de tudo, amor a vida. Como se não bastassem tantas qualidades, de quebra, temos uma divertida e intensa Julianne Moore no papel de melhor amiga. Obrigatório.

Além desses, há o pretencioso Um Homem Sério (interessante e decepcionante na mesma medida), o péssimo Fúria de Titãs (péssimo MESMO!) e a adaptação do livro Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (que eu ainda não vi então nem comento nada).

Escolha o seu e… bom filme! ;]

Emmy 2010: Justo?

Se você estava nesse planeta nas últimas 24 horas, com certeza sabe que ontem à noite rolou a 62ª edição do Emmy (desculpem-me o chavão que escrevo a seguir): o Oscar da TV estadosunidense.

Começando MUITO bem com uma paródia pra lá de divertida de Glee, Jimmy Fallon (o ator de Táxi, da Gisele Bündchen) convocou atores de várias séries, levou raspadinha na cara (!!!) e virou o Bruce Springsteen cantando Born To Run com a galera.

Em linhas gerais, a premiação (quase) não foi entediante e os vencedores foram bem variados. Segue abaixo a lista de indicados e premiados… E também uns comentáriozinhos de alguém que fez força pra ser neutro:

Melhor série drama
Mad Men
The Good Wife
Lost
Dexter
Breaking Bad
True Blood

Comentário: Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Fanatismos à parte, que Mad Men é ótima todo mundo sabe, mas custava democratizar o prêmio e dar para qualquer uma das outras séries? O que mais deu dó foi Lost, um verdadeiro marco, acabar assim, sem prêmio.

Melhor atriz drama
January Jones, Mad Men.
Julianna Margulies, The Good Wife.
Kyra Sedgwick, The Closer.
Mariska Hargitay, Law & Order: SVU.
Glenn Close, Damages.
Connie Britton, Friday Night Lights.

Comentário: Depois de anos e anos concorrendo, finalmente Kyra Sedgwick venceu. Não vou dizer que foi injusto porque não acompanho The Closer, mas Kyra tem todo meu amor desde que participou de Singles – Vida de Solteiro. A vitória da moça foi uma grande surpresa, já que era quase certo que a sempre ótima Julianna Margulies levaria…

Melhor ator drama
Jon Hamm, Mad Men.
Matthew Fox, Lost.
Michael C. Hall, Dexter.
Bryan Cranston, Breaking Bad.
Hugh Laurie, House.
Kyle Chandler, Friday Nigh Lights.

Comentário: Mais uma surpresa. E dessa vez uma ótima surpresa. Provavelmente a maioria das pessoas torceu o nariz pela vitória de Bryan (minha timeline que o diga!). O menos popular dos indicados e talvez um dos mais talentosos, Cranston fez bonito por Breaking Bad e MERECEU o prêmio. (Sim, gente. Eu também queria que o “Dexter” vencesse.)

Melhor série comédia
Glee
Modern Family
30 Rock
The Office
Nurse Jackie
Curb you Enthusiasm

Comentário: E não é bom quando a melhor comédia do ano vence a categoria de melhor comédia do ano? Acho ótimo. De verdade. (Y)

Melhor atriz comédia
Lea Michele, Glee.
Tina Fey, 30 Rock.
Edie Falco, Nurse Jackie.
Toni Collette, The United States of Tara.
Amy Poehler, Parks and Recreation.
Julia Louis Dreyfuss, New Adventures of Old Christine.

Comentário: Tina Fey, Toni Collette e Julia Louis Dreyfuss (que mesmo participando da pior comédia indicada se sobressai graças ao talento que possui). Uma das categorias mais acirradas fez justiça a Edie Falco que, de tão boa, pelo mesmo papel merecia levar melhor atriz drama.

Melhor ator comédia
Matthew Morrinson, Glee.
Alec Baldwin, 30 Rock.
Steve Carell, The Office.
Jim Parsons, The Big Bang Theory.
Larry David, Curb your Enthusiasm.
Tony Shalhoub, Monk.

Comentário: Por mim, Steve Carrel ganharia todo ano. E tenho dito.

Melhor atriz coadjuvante drama
Elisabeth Moss, como Peggy Olson em Mad Men
Christina Hendricks, como Joan Harris em Mad Men
Archie Panjabi, como Kalinda Sharma em The Good Wife
Christine Baranski, como Diane Lockhart em The Good Wife
Rose Byrne, como Ellen Parsons em Damages
Sharon Gless, como Madeline Westen em Burn Notice

Comentário: Julianna não levou mas Archie representou The Good Wife. Pessoalmente gostaria que Christina Hendricks vencesse… mas a vitória de “Kalinda” tá de bom tamanho. ;]

Melhor ator coadjuvante drama
John Slattery, como Roger Sterling em Mad Men
Martin Short, como Leonard Winstone em Damages
Michael Emerson, em Ben Linus em Lost
Terry O’Quinn, como John Locke em Lost
Aaron Paul, como Jesse Pinkman em Breaking Bad
Andre Braugher, como Owen em Men of a Certain Age

Comentário: John Locke era foda? Era. Mas poxa… como ficar com raiva do talentoso Aaron Paul ter vencido?

Melhor atriz coadjuvante comédia
Julie Bowen, como Claire Dunphy em Modern Family
Sofia Vergara, como Gloria Delgado-Pritchett em Modern Family
Jane Lynch, como Sue em Glee
Jane Krakowski, como Jenna Maroney em 30 Rock
Holland Taylor, como Evelyn Harper em Two and a Half Men
Kristen Wiig de Saturday Night Live

Comentário: Sofia Vergara, sua linda, eu torci por você. Mas vamos ser francos… O prêmio tinha MESMO que ir pra Jane Lynch. Quem sabe ano que vem?

Melhor ator coadjuvante comédia
Ty Burrell, como Phil Dunphy em Modern Family
Jesse Tyler Ferguson, como Mitchell em Modern Family
Eric Stonestreet, como Cameron em Modern Family
Chris Colfer, como Kurt Hummel em Glee
Neil Patrick Harris, como Barney Stinson em How I Met your Mother
Jon Cryer, como Alan Harper em Two and a Half Men

Comentário: Uhul! Poderia ser melhor? Não, não poderia. Prêmio acertadíssimo.

Melhor filme para TV
You don’t know Jack
Moonshot
Masterpiece Daybreak
Georgia O’Keeffe
Temple Grandin
The Special Relationship

Comentário: Ainda não vi nenhum então quem sou eu pra opinar. MÃS… pqp, que feliz o filme da Claire Danes ter ganhado e mais feliz ainda ela, que é uma das melhores e mais subestimadas atrizes de sua geração, ter sido reconhecida com o prêmio de melhor atriz! (:

Como qualquer premiação que se preze, o Emmy desse ano dividiu opiniões e piririri. No fim, a vida continua, a noite acabou e vamos todos morrer mesmo. Tomara que não tão cedo, porque o ano que vem promete!

 

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