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Sample: Toxic, Britney Spears

Toxic, uma das melhores músicas do repertório de Britney Spears, é tão bem feitinha que até quem detesta a moça reconhece seus méritos.

Vencedora do Grammy de Melhor Gravação Dance em 2005, a faixa, produzida pelos então desconhecidos Bloodshy & Avant, foi o segundo single de In The Zone, quarto álbum de estúdio de Spears.

Com uma introdução marcante e um potente refrão, a musiquinha repleta de sintetizadores foi executada a exaustão na época de seu lançamento e se tornou um dos maiores hits de Britney. No clipe, Britney encarnava uma garota que viajava pelo mundo, motivada pela vingança, sob múltiplos disfarces para cometer o crime perfeito: envenenar seu ex-namorado:

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Cover: Animal, Sky Ferreira

Sky Ferreira é o tipo de garota que você olha e vê potencial. Bonita, talentosa e “diferente”, a menina de 18 anos poderia ser facilmente classificada como uma nova Britney Spears se não fossem suas escolhas. Quer um exemplo? Escute só o cover de Animal, de Miike Snow:

Pra quem não sabe, Miike Snow é o nome da banda de Andrew Wyatt, Christian Karlsson e Pontus Winnberg. Se você ainda não ligou os nomes as pessoas, esses dois últimos são ninguém mais, ninguém menos que Bloodshy & Avant – produtores de Toxic, de Britney e How/High da Madonna.

Animal, bemmmmm mais agitada na versão original, foi desconstruída e ficou quase irreconhecível podendo, quem sabe, ser confundida com algo de Marina And The Diamonds (?!).

Entenderam agora porque eu disse que Sky prefere escolher os caminhos menos óbvios? Pois é.

Agora, meus amigos, sentem e esperem… álbum que é bom só ano que vem.

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 3

britneypronta

A união com Madonna em Me Against The Music pode não ter tido o êxito esperado, mas trouxe Britney de volta a mídia por sua música, além de ter sido o prequel perfeito pro que estava por vir.

Toxic, segundo single de In The Zone, foi um marco na carreira de Britney, equiparável apenas a … Baby One More Time e, recentemente, a Womonizer. A música foi número #1 no mundo e chegou ao 9º lugar do Hot 100 da Billboard.
A produção impecável de Bloodshy & Avant venceu o Grammy de melhor gravação dance e foi responsável por apresentar o time de produtores ao mundo. A parceiria de sucesso viria a se repetir nos trabalhos posteriores de Britney. Amada tanto por fãs quanto por ‘haters’, Toxic nasceu para ser um clássico, aquele tipo de canção que quando toca, independente da época ou do humor de quem escuta, faz vibrar. Regravada à exaustão, Toxic transcendeu as barreiras da pop music e invandiu a cena alternativa e cool com versões elegantes de Yael Naim, Hard Fi, Tristan Prettyman, Chloe Lattanzi (filha da Olivia Newton John)e Mark Ronson. Há quem diga que todo crédito se deve aos aclamados produtores, mas será que se fosse qualquer outro interprete cantando ela teria o mesmo impacto? Quanto a isso só nos resta especular. Mas o fato foi que o mundo percebeu que valia ficar atento não só a vida de Britney, mas também em sua música.

Vivendo uma ótima fase comercial Britney lançou o último single oficial de seu disco no mesmo ano. Everytime tocou a exaustão nas rádios do mundo inteiro e seu belíssimo clipe, dirigido por ninguém menos que David LaChapelle, mostrou uma Britney fragilizada e humana, que tinha uma vida por trás de toda essa loucura chamada fama.

O que ninguém poderia imaginar era que logo após a ótima fase do In The Zone, Britney entraria em uma sinuca de bico que quase acabaria com sua imagem para sempre. Eu disse quase.

Após o sucesso de In The Zone, Spears retornaria pouco mais de um ano depois com sua primeira coletânea: Greatest Hits My Prerogative. O disco que foi lançado para cumprir contrato com a Jive gerou polêmica na época de seu lançamento pois, segundo a crítica, não havia intenções artísticas. Tudo que queriam eram vender. E venderam. Como toda boa coletânea caça-níquel, Greatest Hits My Prerogative reuniu quase todos os singles de Britney, sendo sucesso ou não. Tendo como carro-chefe o cover de Bobby Brown, ex-esposo de Whitney Houston, My Prerogative contou com um dos videoclipes mais caros da história do entretenimento e apresentou ao mundo Kevin Federline, esposo de Britney.

Poucas vezes um cover fez tanto sentido. Quando Britney cantava “They say I’m Crazy! I really don’t care/That’s my prerogative (…) / Everbody’s talking all this stuff about me/ why don’t they just let me live?… I don’t need permission, make my own decisions/That’s my prerogative” (“Eles dizem que sou louca! Mas eu realmente não ligo/ Essa é minha prerrogativa (…)/Todo mundo está falando tudo sobre mim/Por que eles simplesmente não me deixam viver? … Eu não preciso de permissão, tomo minhas próprias decisões/Essa é minha prerrogativa).

Apontado por muitos como um aproveitador o ex-dançarino foi visto como vilão e culpado pela “queda” de Britney durante muito tempo. E ele era mesmo tudo o que diziam. Mas, mesmo com tudo, Kevin concedeu a Britney a possibilidade de se rebelar. Foi nessa época que os primeiros atritos com seu empresário, Larry Rudolph, começaram a surgir. Britney queria as rédeas de sua carreira e assumir completo controle sobre as direções a serem tomadas. Britney estava crescendo e, dessa vez, não era só um golpe de marketing. Uma prova disso foi o vídeo de Do Somethin’, segundo single do álbum, que contou com sua co-direção, assinando com o pseudônimo do alter-ego Monalisa. O divertido clipe tinha pouco apuro estético se comparado a qualquer vídeo da moça, mas mesmo com decifiências, o clipe era diferente o suficiente para agradar aos fãs. Uma Britney divertida, insana e sexy dominava cada frame, deixando um gostinho de quero mais por que estava por vir.

Ambiciosa, Britney tinha planos de fazer um disco chamado Original Doll. Considerado “pesado” demais por sua gravadora, o projeto foi vetado, mas seus resquícios puderam ser conferidos quando Britney tomou a iniciativa de ir a Kiss FM e divulgar a demo de uma das canções, a excelente Monalisa e também quando Outta This World foi lançada como bônus do DVD Britney & Kevin, Chaotic.

Tal incidente só comprovou o fato de que Britney NÃO era só uma marionete. Britney tinha vontade. Mas toda vontade não foi suficiente para bater de frente com sua gravadora.  Com o projeto arquivado e sem lançar nada de novo, sua vida pessoal foi novamente foco dos tablóides. A conturbada relação com Kevin, a gravidez e o afastamento do meio artístico gerou um mórbido interesse por parte do público e da mídia. Todos queriam um pedaço de Britney. Só que dessa vez Britney não estava disposta a ceder.

continua…

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 2

Britney Spears Slave 4 Us

Britney Spears, a garota (supostamente) virgem do interior de Louisiana, que provocou a imaginação de milhares de americanos estava crescendo.

E foi no VMA de 2001 que todos os olhos do mundo puderam comprovar isso. Apresentando I’m Slave 4 U, lead-single de seu terceiro álbum, intitulado somente de Britney, Spears se mostrou mais sexy e polêmica do que nunca. Com uma coreografia atrevida, animais selvagens no palco (e em seu pescoço!), e roupas “ousadas” Britney foi, novamente, o centro das atenções.  A pequena menina estava ainda mais linda e insinuante.

Aos olhos dos fãs, Britney estava crescendo, assim como eles. Ela cantava em suas músicas que cansada de se sentir super protegida (Overprotected), que queria mesmo se divertir (I’m Slave 4 U) e que ninguém sabia o quão duro era ser ela (What It’s Like To Be Me), ao mesmo tempo em que enfrentava as dúvidas da transição entre ser uma menina e uma mulher (I’m Not A Girl, Not Eyet A Woman). Analisando a situação de um jeito um pouquinho mais crítico, podia se notar que Britney clamava urgente por uma reinvenção.

Seu efeito no mercado pop fora tão devastador, que acabou abrindo portas para outras estrelinhas loiras e supostamente talentosas, como Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore. Toda gravadora queria sua Britney, e a equipe de Britney percebendo isso mudou logo de estratégia, pois se continuassem no caminho seguro que estavam, logo não despertariam mais taaanto interesse assim no público… Vender Britney como uma adolescente lascíva foi um golpe de mestre. Mais desinibida em entrevistas, mais segura como “artista” (nesta fase, Britney co-escreveu 6 músicas) e mais sexual do que nunca, Britney estava dando o que falar. Ela estava em todas. Naquele ano ela estampou a capa das principais revistas do mundo, invadiu o mundo dos games com o jogo Britney’s Dance Beat e as telonas do mundo inteiro com o morninho Crossroads – Amigas Para Sempre. Tanta exposição assim começou a gerar alguns atritos com a grande mídia. Divulgando exaustivamente o album em programas de tv, Britney falava abertamente sobre qualquer assunto. Era simpática, divertida e incrivelmente viva. Mas até que ponto aquela pessoa que viamos na telinha era de verdade?

Britney, como um produto, vendia revistas e jornais como ninguém. Mas melhor do que defendê-la era criticá-la, atacá-la. Embora seu disco vendesse muito bem para os padrões da época, seus singles não iam tão bem na Billboard. Há quem diga que houve um boicote da principal rádio dos States, que se recusou a tocar suas músicas. O suposto fracasso comercial de seu filme (eu digo suposto, porque em números absolutos ele teve mais audiência que 8 Mile, o filme do Eminem, lançado no mesmo ano) somado ao mau desempenho de seus singles foram motivos suficientes para alguns jornais e revistas dizerem que Britney estava acabada. E foi aí que a mocinha lançou seu segundo single, Overprotected, que quebrou recordes no TRL americano. Apesar dos pesares, a imagem projetada tinha dado certo, a fase foi uma bela transição entre a garota sulista e a mulher adulta. Britney conseguiu manter seus fãs, agregar novos seguidores e licenciar centenas de produtos.

O resultado disso tudo foram 3 hits mundiais e 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo. E o melhor de tudo: uma imagem perfeitamente construída para o que estava por vir. Se bem que, quando Britney se separou do de Justin Queridinho da América Timberlake, seu mundo quase ruiu. Todos souberam através do próprio Justin que Britney não era mais virgem (se bem que, a massiva maioria já desconfiava) e que a então a garota-perfeita o havia traído.

Toda a questão elevou Justin a um patamar de vítima e Britney quase à lona. Mas a garotinha ainda estava viva. E bem viva.

Depois de alguns anos parada, Britney novamente subiu aos palcos do VMA. Em 2003, acompanhada de uma apagada Christina Aguilera e de ninguém menos que Madonna, Britney participou de um dos momentos que entraram para a história da TV: o beijo na boca de Madonna. O beijo teve direito até a uma linguinha safada e a um close no rosto de Justin.

Comentado até o osso em todos os tipos de mídia, o beijo simbolizou que Madonna estava entregando a sucessão de majestade do pop. Mas Madonna não desistiria tão fácil. Depois de todas as críticas pelo belíssimo album American Life, o beijo a colocou novamente em evidência. A maior artista pop do mundo estava em perfeita sintonia com os novos “talentos”. Aquilo significou muito para ambas. E alguns meses depois foi anunciado um dos duetos mais esperados de todos os tempos: Me Against The Music. O lead-single de Britney decepcionou a todos. O que era para ser explosivo soou datado e entediante. Os fãs das Madonna não gostaram e o público em geral recebeu de forma morna. Mais uma vez, o produto Britney começava a apresentar defeito. Se nem Madonna conseguiu fazer com que o single fosse sucesso, será que o álbum teria alguma chance de longevidade? Apesar de estrear na primeira posição da Billboard, In The Zone estava fadado ao fracasso. As quedas seriam vertiginosas se não fosse por uma musiquinha chamada Toxic

continua…

Covers que valem a pena conhecer! (Parte 1)

Alguns cantores ou bandas, por vezes, se arriscam a fazer regravações de músicas de artistas diferentes, e os resultados são os mais variados e inusitados possíveis. Confira abaixo algumas versões feitas por artistas da música que merecem ser ouvidas, por serem boas, agradáveis, ou mesmo curiosas.

The Maccabees: Boom Boom Pow (The Black Eyed Peas) maccabees_press_shot376

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0hA-6Y-K8V0
The Maccabees desconstroem o pancadão do Black Eyed Peas, numa versão rocker e com um ar um pouco nerd. Não dá pra levar a sério quando você os garotos cantando versos como “i’m so 3008, you’re so 2000 and late”. Despretenciosa, parece uma brincadeira, muito bem executada por sinal.

Yael Naim: Toxic (Britney Spears)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=j5pP55u9s10
Toxic virou uma canção de ninar sensual e um pouco angustiante sob a voz de Yael Naim. Incrível como a forma que a música é cantada dá um significado totalmente diferente a letra da música, que, convenhamos, é bastante rasa. Até os “Britney haters” vão gostar dessa versão!

The Bird and the Bee: Don’t Stop The Music (Rihanna)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1tgLHLFxLBY
A dupla “The Bird and The Bee” fez o hit cheio de energia de Rihanna virar uma baladinha intimista e delicada. / ps. Aí, se vocês gostarem da versão, espero que se empolguem e resolvam escutar os dois CD’s da banda, que são ótimos. :)

Jack Johnson: Holiday (Madonna)

jackjohnson2

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=isL73Icg94o
O feriado de Jack Johnson remete à praia, água de coco e sossego. “Dançar pra celebrar o feriado? Deixa isso pra Madonna”, deve ter pensado Jack. Um reggaezinho simpático e cativante.

Mika: Poker face (Lady GaGa)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=xMrPNuxob_I
Mika dá um ar um pouco “Broadway” para a música de Lady Gaga. Particularmente, achei bastante parecida com as versões da música feitas pela própria cantora no piano. Os trejeitos de interpretação de Mika, irritantes pra alguns, são sempre um show à parte.

Joe Cocker: With A Little Help From My Friends (Beatles)

Joe-Cocker

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-Ob59hsRaFU
Joe Cocker transforma o hino à amizade dos Beatles em uma música lenta e dramática, com um coro forte no refrão e levada completamente diferente da original. Thiago, do MIOLAOTEAM, ainda frisa “que é impossível não se lembrar da abertura de “Anos Incríveis” ao ouví-la”.

Aretha Franklin: Touch My Body (Mariah Carey)

ARETHA_FRANKLIN

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=YVawmqtn818
Esse vídeo é ótimo, começando pela animação da platéia, que fica um pouco incrédula ao ver Aretha cantar uma música tão… er… voluptuosa. (?) De qualquer forma, a versão ficou muito divertida e Aretha Franklin é Aretha Franklin, dispensa comentários. Muito corpo pra tocar, por sinal.        #brinks

Jeff Buckley: Hallelujah (Leonard Cohen)

jeff_buckley

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=AratTMGrHaQ
Essa música, gravada nos anos 80, é frequentemene regravada por muitos. Entre aqueles que já interpretaram a canção, estão Rufus Wainwright e a cantora Alexandra Burkle, que ganhou projeção esse ano com uma versão dela. “Hallelujah”, porém, não é uma música facilmente interpretada por qualquer um. A versão de Jeff Buckley é dolorida como muitas de suas canções e o cantor “acerta o tom” perfeitamente. Não é pra qualquer um.

Kate Nash: Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)

kate nash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=mvN0O7jkbQI
Adoro a capacidade que Kate Nash tem de dar sua cara para as covers que canta – e ela adora regravações – como fez com Irreplaceable, de Beyoncé. Fluorescente Adolescent, do Arctic Monkeys, virou mais uma brincadeira da cantora, com suas estripulias vocais e sua peculiar energia.

Pomplamoose: Single Ladies (Beyoncé)

pomplamoose

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oIr8-f2OWhs
Falando em Beyoncé, esse cover é provavelmente o melhor feito pro hit que fez todo mundo dançar esse ano. Quase impossível não gostar logo de cara. A dupla transformou uma das melodias mais irresistíveis do ano em outra bastante diferente e suave; isso não significa, porém, que não dê vontade de cantar junto, estalar os dedos ou ao menos mexer o pé seguindo o ritmo! É viciante.

 

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