Entre o público de cinema, há um nicho bastante curioso: jovens de 15 a 25 anos que se julgam espertinhos e “diferentes” da maioria por se interessarem por arte e terem algum hobbies pouco comum. Esse filão costuma cultuar obras que sejam visualmente interessantes e também dizer que tal filme é o melhor do mundo apenas porque o nome de um determinado diretor ou ator está ali (“Oh, eu amo Tim Burton! Os filmes dele são tão estranhos!“).
Esse grupinho tão especial de espectadores sente uma necessidade quase patológica de se verem representados na tela por figuras estranhas e, felizmente, possuem a sorte de terem à sua disposição todos os anos uns dez ou doze títulos formulaicos que preencham os quesitos necessários para serem considerados “seus preferidos”.
Antes que o texto pareça um ataque gratuito aos possíveis fãs de Inquietos, devo deixar claro que não, não é. Essas linhas que você lê agora, nada mais são do que uma tentativa de teorizar as intenções por trás do filme e também entender se há um porquê dele existir.
Este ano, uma tal de Megan Denise Fox apareceu em um filminho sobre carros-robôs e fez uma coisa incrível: conseguiu chamar a atenção do mundo.
Em 2007 Megan tinha ficado em evidencia interpretando a namoradinha do promissor Shia LaBeouf, em Transformers. Reprisando seu papel em Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados, Megan conquistou o mundo com seu jeitinho.
Assumidamente bitch, a garota soube causar com declarações amalucadas e pseudo-sexuais. O marketing pessoal foi tão forte que Megan estampou as principais publicações do mundo e protagonizou “Garota Infernal“, filminho escrito pela roteirista mais cool do momento Diablo Cody.
Toda polêmica, toda beleza e toda “atitude” fizeram com que Megan fosse comparada a Angelina Jolie…
Epa! Pera aí. Angelina Jolie? Megan, você ainda tem que comer muito feijão pra chegar perto de Angel. Com o tempo a comparação entre ambas tem crescido. Na última edição da revista Lounge, por exemplo, havia uma matéria com Megan que consistia exatamente nisso: comparações. Como se ela fosse uma sombra.
É inegável que sua beleza estonteante roube a atenção. Eu mesmo fiquei hipnotizado quando vi suas curvas perfeitas em Transformers. Mas se há alguma semelhança entre as belas elas param por aí.
A “nova Angelina Jolie”? Acho que não! Enquanto Angelina é uma atriz, no sentido mais amplo da palavra, Megan é uma aspirante um tanto quanto limitada. Se Angelina era autentica, extremamente sexy e assustadoramente boa de cena, Megan empaca nas caras e bocas e na tentativa de chamar a atenção ao todo custo. Quando Angelina dizia que gostava de sexo com homens ou mulheres, o mundo entrava em erupção. Quando Megan diz que “adoraria namorar Angelina”, a coisa não soa tão verdadeira assim.
A gente não precisa de uma nova Angelina enquanto a boa e velha ainda está ativa. Ainda sexy, linda e divertida, Jolie prova que não tá pra brincadeira em seu novo filme, Salt, que interpreta uma agente americana que é acusada de ser uma espiã russa. Parece premissa de filme da época da Guerra Fria, né? Onde todos os vilões eram russos e blá blá blá. Mas que se dane. Salt impressiona pelas tomadas de ação e só o trailer consegue nos deixar com água na boca. E Angelina, como sempre, comandando!