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Trilha de Cinema: You Are So Beautiful, Bug Hall

Lembra do filme Os Batutinhas (The Little Rascals, 1994)?

Pois é. Eu também. O longa, que não fez esforço algum para ser memorável, acabou marcando muita gente graças as reprises na TV.

Baseado em uma série criada nos idos de 1920, o filme escrito e dirigido por Penelope Spheeris contava a história de um grupo de crianças que se organizavam como adultos e que viviam em meio ao que parecia ser uma verdadeira guerra dos sexos. A coisa começava a complicar quando Alfafa (Bug Hall) se apaixonava por Darla (Brittany Ashton Holmes). Temendo ser rejeitado pelos outros garotos por “se misturar com uma garota”, o mocinho raquítico decidiu esconder a todo o custo seus sentimentos. Mas, por um acaso do destino, Batatinha (Travis Tedford), seu melhor amigo e “líder” da gangue, acaba descobrindo tudo e decide sabotar o romance dos dois.

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Trilha de Cinema: Under Pressure, Queen & David Bowie

Lançado por aqui com o título bobinho de “Se Enlouquecer, Não se Apaixone” – que faz acreditar que ele é somente mais uma comédia romântica qualquer -, “It’s Kind of a Funny Story” é um filme muito mais espirituoso e bem sacado do que a impressão causada pela tradução ruim pode sugerir.

Seu roteiro retrata as mudanças no cotidiano de um garoto, Craig (vivido por Keir Gilchris), que numa crise de stress resolve se internar numa clínica que auxilia pessoas com problemas psicológicos. Em uma semana, ele terá a oportunidade de reavaliar todas as experiências que tem vivido, perceber que seus problemas não são o terror que parecem… ou que se incomodam, pelo menos dá pra tirar uma ou outra coisa proveitosa deles, e assim mudar o marasmo de sua vida.

Lidando com tipos estranhos e inconstantes, o rapaz vive situações insólitas e libertadoras, como o momento retratado em nosso Trilha de Cinema de hoje.

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Trilha de Cinema: Morning Passages, Philip Glass

Uma das coisas mais bonitas nos filmes de Stephen Daldry, pra mim, é o desenho de som. A maneira como o diretor coloca a trilha sonora no mesmo volume da voz de seus atores e atribui a ela caracteres de personagem – fundamental – de suas narrativas é uma das características que eu espero que ele mantenha. E, embora ainda seja muito cedo para determinar o que vai se tornar traço recorrente nos longas de Stephen ou não, se observarmos seu último trabalho, Tão Forte e Tão Perto, percebemos que, por hora, a intenção é continuar melhorando esse atributo para que ele continue operando como algo que destaca os seus filmes dos demais.

E tudo isso começou no segundo longa da carreira de Daldry, As Horas. Entre os inúmeros méritos, reafirmados por indicações e prêmios levados para casa, a trilha sonora é um dos pontos mais interessantes  explorados por Stephen. E o motivo, primeiramente, pode não parecer tão simples, mas quando você observa atentamente as histórias que se desdobram nas duas horas de duração do filme, acaba notando que ele é permeado por silêncios corrosivos e inquietantes. Então, entre outras coisas, a trilha sonora serve para dizer o que fica em suspenso pelo roteiro.

E por isso considero que o que foi feito aqui é quase a personificação da música. Ela fala quando nada é dito. E quando há falas em jogo, ela serve para ditar o ritmo em que algo será dito. Percebam que quando a música é acelerada, discussões se tornam mais acaloradas, por exemplo.

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Trilha de Cinema: El Tango de Roxanne, Ewan McGregor e Jacek Koman

Um dos muitos acertos de Moulin Rouge – Amor Em Vermelho é a sua trilha sonora. E uma das coisas mais corajosas no longa. Afinal, fazer uso de músicas contemporâneas num filme que se passa na Belle Époque, poderia fazer com que ele não retratasse bem a época e sofresse represálias por se desprender demais de seu contexto, como já vimos acontecer com outros filmes que visam modernizar histórias que se passaram séculos atrás. Aqui, porém, a escolha aproxima o público do material narrado, na medida em que as músicas escolhidas, em grande parte, estão enraizadas no inconsciente coletivo como clássicos do pop e do rock.

De Marilyn Monroe a Nirvana. É possível encontrar a mais variada gama de artistas e estilos sendo bem interpretada e repaginada para ajudar a contar a trágica história de amor de Christian (Ewan McGregor) e Satine (Nicole Kidman). E embora todas essas canções tenham um papel importante dentro do longa a escolhida de hoje, El Tango de Roxanne, é primordial para o desfecho de Moulin Rouge.

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Trilha de Cinema: Dentro do Coração (Põe Devagar), Rádio Táxi

Uma saudade do humor nacional? Os Normais!

O programa, assinado por Alexandre Machado e Fernanda Young e que trazia Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães como os inesquecíveis e amalucados Vani e Rui não perdeu seu fôlego em nenhum momento durante os anos em que foi exibido, de 2001 a 2003. Era delicioso ver, semanalmente, as aventuras dos dois, que hoje podem ser somente relembradas, na TV paga, em DVDs ou em vídeos de momentos antológicos da série que a gente assiste no YouTube.

As desventuras do casal se tornaram tão populares e bem recebidas que em 2003, pouco depois de seu término, chegou aos cinemas o primeiro longa metragem inspirado na série chegou aos cinemas: “Os Normais – O Filme”, dedicava-se a contar como a história dos protagonistas começou, um amontoado de situações absurdas e hilariantes que fizeram com que ambos finalmente se cruzassem e se apaixonassem de um jeito bem peculiar.

Parecendo mais um especial de TV do que um filme, a produção é repleta de ótimos momentos e faz rir com facilidade. Dispondo do timing de comédia impecável de Torres e Guimarães, conta também com atuações dos canastrões Evandro Mesquita e Marisa Orth, que fazem os pares românticos de Vani e Rui antes deles se conhecerem e parecem muito à vontade em seus papéis.

O momento que figura em nosso Trilha de Cinema mostra um dos diversos mal entendidos encontrados pelo quarteto, embalado por um sucesso um tanto bagaceira e cheio de malícia dos anos 80.

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Trilha de Cinema: Your Arms Around Me, Jens Lekman

Drew Barrymore mostrou no filme “Whip It”, sua estréia na direção, que sabe injetar “ar fresco” a uma história que não possui grandes novidades. Baseada no livro “Derby Girl”, de Shauna Cross, a produção soa tão despretensiosa que é difícil não se divertir demais ao assisti-la.

“Garota Fantástica” (tradução que o título ganhou por aqui, e que entraria fácil pra lista de “Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos”) acompanha Bliss Cavendar (a fofa Ellen Page), uma menina que mora no interior do Texas e se sente bastante desanimada quanto às perspectivas do local e os desejos que sua mãe possui para sua vida. Enquanto a mulher almeja que a filha seja campeã de concursos estaduais de miss, a protagonista deseja escapar daquele pequeno lugarejo e de sua realidade opressora. Ela encontra uma forma de reivindicar sua liberdade ao entrar para um time feminino de roller derby, esporte um tanto agressivo e praticado sobre patins.

O frenesi adolescente e a energia vibrante dessa fase de transição na vida de Bliss são muito bem conduzidos, alternando entre sequências ágeis de comédia e ação e outras mais ternas, onde a moça prova de seus dissabores e descobertas. Todas elas são embaladas por canções distintas, que parecem retratar a confusão de sentimentos vividos pela personagem principal: se no livro ela se declara fã de indie-rock, o filme explora outros gêneros e apresenta gravações de rock, folk, R&B e afins entre seus destaques. Essas faixas, que não fariam tanto sentido quando juntas em outro contexto, funcionam tão bem na telona que a gente corre pra procurar o disquinho após a exibição.

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Trilha de Cinema: Maniac, Michael Sembello

Não adianta negar. Esse é um daqueles filmes de mulherzinha. A história de Alex (Jennifer Beals), a garota que encara um trabalho normalmente atribuído a homens e que, apesar de não ter feito qualquer treinamento profissional, sonha com a vaga em um prestigiado conservatório de dança além de se envolver com o próprio chefe, parece ter saído de um daqueles livrinhos de banca de jornal. Só falta a panela de brigadeiro para você se jogar no sofá e colocar o DVD, certo?

Nada contra esse tipo de história, mas faz com que a gente se pergunte como um filme tão clichê e tão feminino como Flashdance pode ter se tornado um clássico desse tamanho.

A resposta é simples.

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