De Repente É Amor (A Lot Like Love) é um filminho bem vagabundo. Lançada em 2005, a produção protagonizada por Ashton Kutcher parece ter sido despejada nos cinemas com o único intuito de pegar o dinheiro de casais apaixonadinhos e de adolescentes que sonhavam com o príncipe encantado. Se De Repente É Amor não contribuiu em nada para o cinema, o mesmo não se pode dizer de sua trilha, que até que fez bastante para a música… Contando com canções do The Cure, Hooverphonic, Anna Nalick, Groove Armada e Travis, o disquinho fez sucesso e alçou um desconhecido Aqualung para a “fama”.
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Cover: Sea of Love, Cat Power
Sea of Love foi escrita e gravada originalmente em 1959 por Phil Phillips. Longe de possuir a fragilidade do cover de Cat, Sea of Love mais parece um convite adolescente para um baile. Um belo convite, aliás. Do tipo que faz sorrir. E querer dançar pela cozinha nas manhãs de sábado. E nas de domingo também.
Cover: Leaving on a Jetplane, Chantal Kreviazuk
A trilha sonora do filme “Armaggeddon”, de 1998, não popularizou apenas a bela faixa “I Don’t Wanna Miss a Thing” do Aerosmith: ela também foi responsável por apresentar a nova versão de uma canção clássica, que é nosso Cover de hoje.
“Leaving On a Jetplane”, escrita pelo cantor folk John Denver e gravada na década de 60 pelo próprio e vários outros artistas, como Chad Mitchell Trio e Pater, Paul & Mary , é puro sentimento. A canção fala da despedida de um casal, e toda a situação é narrada por aquele que vai embora: “All my bags are packed/ I’m ready to go/ I’m standing here/ Outside your door/ I hate to wake you up to say good bye”.
Ela capta exatamente a insegurança de alguém que está partindo contra sua vontade: Denver descreve as lembranças do casal, as ambições futuras caso eles se encontrem novamente, a solidão que já toma conta antes mesmo do embarque… confissões sem muitos rodeios – como se tudo tivesse de ser dito naquela hora, ou nunca mais – mas ainda assim cheias de lirismo.
A versão que estrela nosso post é da canadense Chantal Kreviazuk e serviu de tema para o personagem de Ben Affleck na película que citamos – um astronauta que deixa seu amor aqui na terra para lançar-se numa missão espacial. A moça, pouco conhecida por aqui e com participações frequentes em trilhas de seriados de TV, se apoderou da canção e fez uma releitura mais impactante do que muitas que já existiam: os arranjos se tornaram mais sofisticados e enaltecem sua voz frágil que, por sua vez, ressalta ainda mais as dúvidas e o desalento que surgem no momento do adeus. A faixa começa intimista e de repente…se torna grandiosa. Falando você não entende, tem que ouvir pra sacar. :]
Ganhou um clipe que apresenta a moça e algumas cenas de “Armaggeddon”. Pessoalmente, é uma gravação que nunca deixa de me emocionar: na voz de Chantal, tornou-se uma das minhas canções favoritas ever. Abaixo, escute-a com a qualidade de áudio melhor:
Cover: Parachute, Ingrid Michaelson
3 Words, o primeiro disquinho solo de Cheryl Cole, é um produto bemmmm ordinário. Produzido por Will.I.Am, do Black Eyed Peas, o cd é só mais um amontoado de musiquinhas pop sofríveis e ausentes de personalidade. O curioso é que Cheryl Cole é tão tão tão amada no solo britânico que mesmo lançando um material desprezível conseguiu fazer sucesso nas paradas de lá: desde Fight This Love, o mediano primeiro single, até Parachute, a música tema do post de hoje.
Destoando do resto do álbum, Parachute contava com arranjos agradáveis e um refrão pegajoso. A produção eficiente ofuscava a letra escrita por Marshall Altman em parceria com Ingrid Michaelson.
Eis que 2 anos depois, Ingrid, que ficou conhecida após ter a deliciosa The Way I Am na trilha do seriado Grey’s Anatomy, decidiu que era hora de reaver o que era seu e regravou Parachute. Isso mesmo, meus amigos, Ingrid fez um cover de sua própria música.
O resultado, como era de esperar, saiu melhor que encomenda. A produção elegante conseguiu evidenciar a vulnerabilidade presente na letra e os “pararara” que permearam a canção deram todo um charme a mais para ela.
Mas mais legal ainda que a versão gravada em estúdio foi a da apresentação abaixo:
Sem os aparatos eletrônicos, Ingrid conseguiu imprimir ainda mais sua identidade. Bem mais orgânica, Parachute virou finalmente o que foi concebida para ser: uma música de amor.
No fim das contas, o que fica nítido é que o cover, cantado pela autora original, ficou melhor que a “música original”.
Viu só, Cheryl?! Da próxima vez vê se aprende. ;]
The Runaways: Uma das melhores trilhas do ano?
Já falamos por aqui o quanto The Runaways, filme baseado na história da formação da banda homônima, promete ser interessante…
E como se não bastasse a história explosiva e conflituosa da banda, agora temos mais um bom motivo para aguardar seu lançamento: a trilha!
Como era de se esperar alguns semi-clássicos da própria banda estarão presentes no disco, além de faixas de artistas que as influenciaram e que contribuíram -e muito- para a história da música, como David Bowie, MC5, Suzi Quatro e The Stooges. Mas a surpresa mesmo ficara por conta das faixas Cherry Bomb e California Paradise que trará nos vocais a própria Dakota Fanning. Kristen Stwart também soltará a voz em Queens Of Noise, um dueto com Dakota.
Se você já teve a chance de assistir Hounddog, pode ver que a talentosa Dakota não decepciona quando o quesito é cantoria.
A trilha sonora, infelizmente, não tem data de lançamento definida, mas certamente poderemos ouvir todas as músicas antes do filme, que só chega por aqui em 24 de setembro.
(500) Days Of Summer

Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.
(500) Dias Com Ela conta como Tom Hansen se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.
Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.






















