Acho que era sábado. Ou domingo. Pra ser sincero não lembro. Nesse dia, parte do MIOLÃOTEAM estava online no Messenger para decidir a pauta da semana. Não tinha ideia sobre o que falar, até que minha namorada sugeriu que eu abordasse Bonequinha de Luxo, o livrinho que deu origem ao (melhor) filme (do mundo). Comprei a ideia na hora, super animado. E pronto. Estava decidido: o Deve Ler da semana seria sobre a personagem mais adorável de Truman Capote. Mas aí me mandaram essa imagem. E decidi mudar tudo.
Admirável Mundo Novo foi escrito em 1931 por Aldous Huxley e vendido como um tenebroso retrato do futuro. No mundo distópico pregado por Huxley não haveria guerras, caos, tristeza ou depressão. Todas as pessoas entenderiam seu papel na sociedade e trabalhariam para o bem comum.
Tudo seria mesmo admirável se não fosse por um grande mas: por baixo de toda perfeição aparente, somos apresentados a uma sociedade dividida por castas e indivíduos que já nasceriam predestinados a funções específicas, como por exemplo, serem ascensoristas de elevador. Eles não ficariam nunca descontentes pois a vontade e o poder de escolha eram manipulados desde o seu nascimento, de modo que o individuo fosse condicionado a agir pelo resto de sua vida do jeito esperado. Ninguém percebe que há algo errado, já que a perfeição é tudo que conhecem. E quando ficam deprimidos, há Soma: um placebo de felicidade instantânea.
Sob a ótica de Bernand Marx (sobrenome familiar?) conhecemos um pouco desse mundo e ficamos fascinados por todos os detalhes. Partilhamos com a personagem principal um sentimento de inconformismo perante os fatos e a organização. Por pouco tempo, é bem verdade, já que Marx se revela um ser fraco que é vencido por suas fraquezas.
Temas como o crescimento da população mundial, a possível ascensão de classes sociais mais baixas, ordem, organização social, amor, depressão e relações humanas são contados por meio de uma escrita fluída e visceral que transforma as palavras em imagens cruéis e gráficas.
Um verdadeiro marco da literatura mundial, Admirável Mundo Novo rende até hoje inúmeras teses de sociologia, psicologia e várias outras logias. O enredo extremamente sólido quando analisado friamente serve como metáfora da vida contemporânea. Há drogas para esquecer a rotina tediosa, o excesso de informação acaba tornando todo mundo alienado e uma falsa sensação de ascensão social assola as classes menos favorecidas. Como se não bastasse inspirar bons debates, a obra de Huxley chega também a música e cinema. Da onde você acha que os irmãos Wachowski tiraram o argumento de Matrix? No campo da música, a influência do livro se faz ainda mais presente. De Pitty a Zé Ramalho, de Strokes a Iron Maiden, Admirável Mundo Novo já tem seu espaço garantido na cultura pop.
Tão interessante, importante e (por incrível que pareça) atual o livro também merece um lugar na sua estante.
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO.
Autor: Huxley, Aldous.
Tradutor: Vallandro, Lino.
Tradutor: Serrano, Vidal.
Editora: Globo.
Ano de lançamento: 1932.











"Thiago, 21 anos, ama cinema e queria que sua vida fosse um filme. Não vive sem música, é viciado em internet e acredita na magia e sedução das SMS's. Ama falsidade, é filho do Ozzy Osbourne e seus exemplos na vida são John Lennon, Paris Hilton e Stefhany. Aliás, ele é lindo e absoluto. Rere."
"Mario, 21 anos, louco por
"Sanny, 22 anos, é louca pela fama, sucesso e glamour. Já buscou status tornando-se circense, bailarina, cantora e universitária, mas acredita firmemente que vai DAR certo na vida quando se tornar atriz ou encontrar um milionário disposto a casar. Além de toda essa ambição, é uma ótima companhia para sair e beber cerveja discutindo todos os tipos de assunto. Fiz o requisito?"
"Renato, 19 anos, ama palcos, escrever e está no 2º ano de jornalismo. Imita cenas de filmes famosos em público, tem tendências naturais ao drama e é o 'desmancha festinha' na sua turma de amigos. Canta, dança, representa e tá aí com uns projetos. Mantém seus surtos de Becky Bloom sob controle por falta de dinheiro. É apaixonado por música. Sonha montar num touro mecânico, dominar o planeta e fazer as pessoas se identificarem com o mundo na sua cabeça."