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Cover: Shelter, Birdy

No próximo dia 7 de novembro chegará as lojas britânicas o primeiro álbum de Jasmine Van den Bogaerde, a Birdy.

Filha de uma pianista com um músico profissional, a garota, que tem apenas 15 anos, sempre demonstrou aptidão para as artes. Em 2008, quando tinha apenas 12 anos, venceu o primeiro Open Mic do Reino Unido (um concurso de vocalistas), ficando à frente de aproximadamente centenas de concorrentes.

Longe de se interessar por “popices”, Birdy canta, quase sempre acompanhada apenas de seu piano, músicas que vão de Phoenix a Bon Iver. A canção escolhida para ilustrar o post de hoje é Shelter, de The XX.

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Nicola Roberts – Cinderella’s Eyes

Nicola Roberts tem só 26 anos, mas já pode se aposentar: duvido muito que ela consiga superar – ou mesmo chegar perto – do resultado obtido em Cinderella’s Eyes, seu primeiro disco solo.

A ruiva, que durante os últimos 10 anos emplacou hit atrás de hit (no Reino Unido, sua terra natal) à frente das Girls Aloud, lançou no dia 23 de setembro seu debut. Composto por doze faixas – todas assinadas por ela, com exceção do cover de Everybody’s Got To Learn Sometime -, o álbum reúne características díspares para formar um retrato (bastante) sincero de sua interprete.

Há algo em Cinderella’s Eyes que o deixa mais real. Quando Nicola discorre sobre seus medos e anseia aceitação ou quando pergunta a si mesma se aquele é seu dia de sorte, a gente percebe que todo o (bom) trabalho de produção não ofuscou ou maquiou as intenções de sua dona. O disco é Nicola e Nicola é o disco. Mesmo.

Sem esquecer de suas obrigações mercadológicas (ela é praticamente uma popstar), o álbum carrega consigo um frescor que permite que ele se mantenha vivo durante todo o tempo em que é executado. Até mesmo nos momentos em que ele resolve emular hits fáceis, que beiram o genérico -  como no caso de Say It Out Loud e Gladiator, que poderiam ser cantadas facilmente por Katy Perry – o resultado é bastante satisfatório. A impressão que ele deixa é de que ele se autocompleta: mesmo sendo um álbum pop, ele não depende do pop (e por pop entenda moda) para sobreviver.

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3 Momentos: Arctic Monkeys

Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles, não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys.

Fazendo shows aqui e ali o Arctic Monkeys foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.  Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles.

De repente todo mundo só falava em Arctic Monkeys. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas mais quentes e, vejam só, abocanharam com força e vontade o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso, meus amigos, sem ter nenhum álbum lançado.

Esse sucesso todo alcançado mais ou menos por acaso, só aconteceu porque o público comprou a ideia de que a música feita por aqueles garotos era espontânea e divertida. E sabem do melhor? Era mesmo.

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3 Momentos: Mika

Existe aquela história de que música pop é descartável. Que não pode ser levada a sério. Que é passageira. Que não dura mais do que um verão.

Discordo.

Lembro de quando conheci o Mika, lá em 2006. Viciei de imediato. Era fácil demais gostar dele. O cara sabia cantar, não tinha vergonha de ser ele mesmo e – o melhor de tudo – fazia música boa. Grace Kelly, seu primeiro e sensacional single (a gente não conta Relax, Take It Easy, conta?),era bem humorado e divertido – sem ser nenhum pouco banal. A canção, que funcionava como uma resposta as recusas das gravadoras que impunham que ele fizesse coisas “mais comerciais” para conseguir um contrato, era uma crítica fresca, irônica, simples que mostrava que ele seria (e faria) o que quisesse.

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Sabe a Pixie Lott?

Capa do álbum de estréia de Pixie Lott

De tempos em tempos, aparecem novas “sensações” da música que estouram na Europa e chamam a atenção do público. Os olhares, dessa vez, estão virados para Victoria Louise Lott – conhecida como Pixie Lott, cantora de apenas 18 anos nascida no Reino Unido e que está conquistando as paradas, principalmente por lá, com seu primeiro disco, “Turn It Up”, lançado em meados de Setembro.

Ela está sendo “vendida” pela mídia especializada como uma cantora que está na mesma categoria de Joss Stone e Duffy. Devemos dizer, porém, que o trabalho da novata ainda não possui a “consistência” daqueles lançados por essas outras artistas. Não que seja ruim, pois não é: mesmo não trazendo nada de inovador, também não ofende. É simpático e gruda no ouvido. Algumas músicas lembram aquelas do início da carreira de Christina Aguilera, e nas mais lentas, sua voz remete à Kelly Clarkson. É nas mais agitadas, porém, que o disco se torna mais interessante.

Já foram lançados três singles até o momento:

Imagem de Amostra do You Tube

O primeiro, “Mama Do”, que atingiu a #1 posição nas paradas britânicas e em vendas no ITunes UK…

Imagem de Amostra do You Tube

…a contagiante “Boys and Girls” , que também atingiu a primeira posição no Reino Unido e é uma das melhores faixas do CD…

Imagem de Amostra do You Tube

…e a baladinha “Cry Me Out”, que dá cárie de tão doce, mas convence.

Sua música mistura elementos do R&b “jovem” e do pop radiofônico, mas com uma pitadinha “vintage” discreta. Um dos produtores do álbum é Red One, que trabalhou com Lady Gaga em “The Fame”. A cantora, que também já participou de musicais teatrais e especiais de tevê quando adolescente, esteve em turnê com a banda The Saturdays meses atrás, concorreu, entre outros prêmios, ao EMA de “Artista Revelação”, gravou recentemente músicas para o jogo The Sims 3 em simlish – sim, aquela língua bizarra que os personagens do jogo usam pra se comunicar  - e até criou uma camisa da grife Moschino, para fins beneficentes. A sua popularidade só está aumentando, e se você quiser conhecê-la melhor, vale lembrar que a versão nacional do CD já está à venda por aqui e você consegue encontrá-lo na rede pra baixar fácil, fácil. A cantora também está no Twitter: www.twitter.com/pixiesongs.

Pixie Lott

Nem precisa apertar a barriga pra que ela cante! ;)

 

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