MIOLÃO • Uma Thruman
 

All posts tagged Uma Thruman

Trilha de Cinema: You Never Can Tell, Chuck Berry

Foi instantâneo: bastou ser lançado para que Pulp Fiction fosse reconhecido como um clássico.

Sucesso de público e crítica, o segundo longa de Quentin Tarantino é considerado um marco no cinema contemporâneo. Também, pudera: o filme é perfeito. E quando eu digo perfeito, eu quero dizer perfeito mesmo. Simplesmente perfeito. Não há nada fora do lugar em Pulp Fiction. Tudo, absolutamente tudo, parece ter sido pensado e projetado para funcionar. O figurino – que é exaustivamente copiado até hoje em festas a fantasia -, a incrível direção de arte – reparem só o cuidado estético e a gama dos maravilhosos objetos que aparecem em cena -, a incrível trilha sonora – que tem algumas das melhores músicas que já ouvi na vida – e os sensacionais diálogos são só alguns dos destaques que fazem Pulp Fiction ser o que é.

O roteiro, escrito pelo próprio Quentin em parceria com Roger Avary (diretor do super bom Regras da Atração), é uma narrativa não linear que conta três histórias diferentes sobre marginais e assaltantes.

Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

Continue lendo →

Top 5: Personagens Femininas do Cinema

O cinema não seria o mesmo se não fosse a força característica das mulheres. Ao longo de mais de um século, as mulheres ganharam cada vez mais importância na tela e alguns de seus personagens foram eternizados com grandes performances. Segue nosso Top 5 das melhores delas:

Continue lendo →

Top 5: Diretores e Seus Queridinhos

De vez em quando algumas parcerias entre diretores e atores dão tão certo que eles repetem a dose. E mais de vez em quando ainda o repeteco se estende por mais filmes e mais filmes, como se o diretor esquecesse que há outros atores no mundo.

Se você duvida, dá uma olhada em nosso Top 5:

Continue lendo →

Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief

Se reunirmos tudo que vem sendo dito sobre Percy Jackson e o Ladrão de Raios chegaremos em 3 pontos principais:

1. Ele é o novo Harry Potter.
2. Não há nenhum respeito pelas figuras mitológicas retratadas.
3. O filme não engrena: não emociona, não empolga.

O mais absurdo nisso é que por mais que repitam tudo isso, é tudo mentira.

Primeiro porque essa coisa de comparação rasa com Harry Potter é coisa de crítico preguiçoso. Só porque o filme é baseado num livro infanto-juvenil de sucesso e lida com um universo fantástico não quer dizer que haja uma ligação, porque se assim fosse, Preciosa seria a mesma coisa que Amor Sem Escalas, já que os dois são baseados em livrinhos “dramáticos”.

Segundo que Percy Jackson não tem porque ter compromisso com o classicismo grego, já que seu enredo não é baseado na Odisséia ou nas histórias clássicas e sim no livro Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan. Não li o livro, mas através de uma breve pesquisa pude constatar que o grande diferencial da série é justamente mesclar o mundo contemporâneo com a mitologia clássica. E partindo dessa premissa, Percy Jackson e o Ladrão de Raios faz isso com louvor.

Por último, mas não menos importante, o filme engrena sim e logo nos primeiros minutos. O grande responsável por isso é Chris Columbus, diretor do longa. Chris que tem em seu gene a mesma qualidade que fez de Steven Spilberg uma lenda prova mais uma vez seu talento para contar histórias. Pegue por exemplo seus trabalhos como roteirista nos anos 80 (Os Goonies, Gremlins e Uma Noite de Aventura) ou seus divertidos e despretensiosos filmes dos anos 90 (Esqueceram de Mim, Uma Babá Quase Perfeita e Lado a Lado) e confira que os protagonistas valentes e aventuras cheia de ritmo são marcas constantes em seus trabalhos. E com Percy Jackson não é diferente.

Sem perder tempo com explicações e blá blá blá, somos apresentados a Percy Jackson, um garoto desajustado e dislexo que vive com a mãe (interpretada pela sempre ótima Catherine Keener) e seu odioso padrasto. Logo descobrimos – junto com Percy – que ele na verdade é um semideus, filho de Poseidon e está no meio de uma batalha que envolve muitos interesses: o Raio de Zeus (a mais poderosa arma já criada) foi roubado e Percy é o principal suspeito.

Acompanhado de seu melhor amigo e protetor Groover (Brandon T. Jackson) e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), filha de Atena, Percy parte em uma missão que tem como objetivo ir a Terra dos Mortos e resgatar sua mãe rapitada por Hades, ao mesmo tempo em que deve encontrar o Raio. No meio do caminho sobram referências pop e participações deliciosas, como a de Uma Thruman – quanto menos você souber é melhor, acredite -, Pierce Brosnan, Rosario Dawson e o super divertido Steve Coogan. A trilha sonora acompanha o filme de maneira óbvia mas funcional. É admirável como eles conseguiram colar AC/DC, Lady GaGa e Ke$ha de um jeito tão bem humorado.

É claro que Percy Jackson tem defeitos -e não são poucos-, mas a soma geral é tão positiva que eles se tornam quase nulos. Quase. Porque é bem que é complicado conceber que Percy tenha superado a morte de sua mãe tão rapidamente quando ele achou que ela tinha falecido- isso não é spoiler, eu juro! – ou que todos os pontos que eles precisou ir em sua jornada- inclusive a Terra dos Mortos e o Olimpo- ficassem nos EUA. Mas como eu disse, no geral o saldo é positivo.

Os 121 minutos do filme passam rápido e ele diverte. Os bons efeitos especiais não soam exagerados, o roteiro, embora falho, funciona e as personagens principais são carismáticas e divertidas. Destaque especial para Logan Lerman como Percy Jackson e Rosario Dawson como Perséfone, totalmente à vontade no papel.

Se quiser um conselho, assista o filme tendo em mente o que ele realmente é: um passatempo divertido e ritmado, como os bons filmes da Sessão da Tarde. Aliás se quer um conselho mesmo, assista o filme sem nada em mente: assim a experiência vai ser boa (mesmo que você a esqueça 15 minutos depois).

Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, Chris Columbus, 2010.

Percy Jackson e O Ladrão de Raios. Com: Logan Lerman, Rosario Dawson, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Jake Abel, Sean Bean, Pierce Brosnan, Steve Coogan,Catherine Keener, Uma Thruman, Joe Pantoliano e Kevin McKidd.

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259