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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Vem Aí: Extremely Loud & Incredibly Close

Filmes sobre o 11 de setembro não são nenhuma novidade. “Extremely Loud and Incredibly Close” se encaixa nessa categoria, mas o acontecimento é, no caso, apenas um gancho para que o público seja apresentado a uma trama sobre superação do luto e a recuperação da vontade de viver.

Inspirada no livro de Jonathan Safran Foer, a película traz Tom Hanks e Sandra Bullock como os pais de um garoto de nove anos (o estreante Thomas Horn), mais curioso e inventivo do que a maioria das crianças de sua idade. O personagem de Hanks, que trabalha em uma das torres do World Trade Center, morre durante os atentados, trazendo o peso da morte para a esposa e o garoto.

Dias após o acontecimento, seu filho encontra uma chave escondida em um de seus armários, e acredita que tê-la achado era algo que o pai desejava que acontecesse. Assim, passa de todas as formas a procurar pela fechadura correspondente a mesma, que ele crê esconder algum segredo especial. Embora não saiba para onde deve seguir, passa a percorrer caminhos cada vez mais grandiosos que o aproximarão de pessoas que nunca pensou encontrar, descobrindo assim novas formas de ver a vida após a perda do pai.

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Trust

Depois de muito polemizar no último ano por conta de sua temática, Trust, o segundo trabalho de David Schwimmer na direção, finalmente chegará as salas de cinema de todo o Brasil. A produção, que estreia nos cinemas amanhã, é totalmente diferente do que poderíamos esperar do Ross, de Friends. Trust não é uma comédia. Trust é um ensaio sobre as consequências de um tipo de violência que tem sido cada vez mais comum.

O mote do filme, escrito a quatro mãos por Andy Bellin e Robert Festinger, se dá a partir da relação de uma adolescente de 14 anos com um rapaz na internet que, mais tarde, descobrimos ser um pedófilo na casa dos 40 anos que vitimiza garotinhas inocentes.

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Eat Pray Love

Vou confessar: “Comer Rezar Amar” é um dos meus grandes guilty pleasures. Sabe quando você gosta de algo, nem sempre admite por causa de algum de seus aspectos, mas se entrega à suas delícias mesmo assim?

Pois é: peguei o livro pra ler há tempos e embora não tenha terminado porque dei prioridade à outros, adorei o pouco que li. É um tipo de literatura agradável, confessional e envolvente, embora repleta de clichês meio “auto ajuda” e passagens melosas.  Não demorou pra que tivessem a idéia de adaptar a obra, um sucesso gigantesco do mercado editorial recente, para os cinemas: aqui no Brasil, ele estreou na última sexta-feira, mais de um mês após seu lançamento no exterior.

Pra quem não conhece a trama, um resuminho: trata-se da história real de Elizabeth Gilbert, jornalista/escritora insatisfeita com seu casamento que decide terminar tudo e, após o cansativo processo de separação, viaja para diferentes locais em busca de novos sentidos e rumos para a vida. Em sua jornada, ela se entrega aos prazeres gastronômicos da Itália, busca restaurar a sua fé na Índia e procura respostas para o crescimento interior em Bali, onde ainda arranja tempo para uns pretendentes…

Ok, é o tipo de “jornada pessoal” com todos os elementos que Hollywood adora, mais manjados do que cantar “Olhos Coloridos” da Sandra de Sá em eliminatória do “Ídolos”. Fiquei com um pé atrás nos 10 primeiros minutos de exibição, com receio de que houvessem emprestado um tom ainda maior de “chororô” para a história na tela grande. Esse medo, porém, se dissipou dez minutos após o inicio da projeção: é o suficiente pra você perceber que nas próximas duas horas, assistirá um filme que transita de forma leve (e previsível) pelas passagens descritas na sinopse. Deixei a desconfiança pra lá e me entreguei (de novo!) ao guilty pleasure.

Dirigido por Ryan Murphy (o cara por trás de Glee), “Eat Pray Love” é uma “dramédia” romântica competente, com um ótimo ritmo (apesar de perder o fôlego próximo do final) e que apela para o emocional de forma menos descarada do que eu imaginei que faria. Consegue equilibrar doses de humor charmoso com aquelas cenas onde são apresentadas situações que nos fazem questionar o que faríamos no lugar de Liz. Pode ser que na vida real os acontecimentos na vida de Gilbert não tenham rolado, convenhamos, de forma tão empolgante quanto vista aqui, mas a gente abstrai e, assistindo o filme, torce para que as coisas finalmente se tornem mais claras na cabeça da moça.

É também um pouco moralista em certos aspectos, mas analisar as mensagens pregadas por ele se torna uma tarefa dificil, considerando que na vida, cada um deve procurar aquilo que lhe traz satisfação da forma que achar melhor. Vish, isso pareceu muito “auto ajuda”? Vou tentar explicar melhor: você pode concordar com o que é mostrado na tela ou não, mas é fato que nada contido no filme pode ser considerado como “a resposta definitiva para todos os problemas que existem”. “Comer Rezar Amar” pode ser tratado como sendo até “inspirador”, mas acreditar que ele irá mudar sua vida – como alguns fãs, inclusive ilustres, tem dito sobre a obra original – penso, é forçar demais.

Outros pontos que merecem destaque são as suas lindíssimas e vivas locações, a bela fotografia e o elenco, onde cada um cumpre bem seu papel. Tenho um certo “travamento” com a Julia Roberts: era super seu fã antigamente, até perceber que ela sempre me deixa querendo algo mais. Manda bem, mas por vezes parece distante, didática demais em cena, tipo “vou fazer direitinho, mas sem grande envolvimento”. Javier Bardem é uma presença agradável: carismático, rouba a cena como o affair brasileiro de Elizabeth. Outro que merece destaque é Richard Jenkins, interpretando o sarcástico Richard que cruza o caminho da personagem com um segredo pessoal sombrio e buscando redenção. A ótima Viola Davis não teve chance de mostrar o quanto é boa, presa num papel que não lhe oferecia muitas possibilidades.

Aproveite que é domingo, renda-se a um “guilty pleasure” de fim de semana e assista “Comer Rezar Amar”, sem grandes pretensões. Tenha em mente o que irá encontrar na telona e você terá, no mínimo, alguns bons momentos de diversão. :)

ps. Antes de assistí-lo, almoce/jante bem. Senão vai “sofrer” muito com as cenas da Itália. Ok, é tudo tão tentador que você pode sofrer mesmo bem alimentado.

ps2: Diretores, produtores, amigos… música brasileira não é só “Samba da Benção”, ok? E ninguém aqui considera super comum ficar beijando os pais na boca. (!)

Eat Pray Love, Ryan Murphy, 2010.
Comer Rezar Amar. Com Julia Roberts, Javier Bardem, Viola Davis, James Franco, Richard Jenkins.

#VemAí: “Comer, Rezar, Amar”, com Julia Roberts

Em 2006, um livro foi lançado no exterior e, nos anos seguintes, tornou-se um dos títulos mais vendidos da década. Escrito pela jornalista Elizabeth Gilbert, “Comer, Rezar, Amar” é composto por um apanhado de memórias pessoais da autora, que, depois de passar por um divórcio traumático, começou a rever suas prioridades e viajou para locais diferentes buscando as coisas de que sentia falta na vida.

Alguns articulam que “Comer Rezar Amar” é apenas mais um best seller comum , mas todos aqueles que leram o livro – inclusive eu, mesmo não tendo chegado até o fim por pura falta de tempo – foram conquistados pelo humor leve, pela amabilidade e o tom despretensioso com que Elizabeth conduz a narrativa sobre sua “jornada”. É o tipo de obra que você pode não esperar muito, mas continua lendo porque é agradável e envolvente como uma conversa casual com alguém, ou como ouvir uma pessoa te contando algumas situações do cotidiano com observações honestas sobre sentimentos, impressões e coisas da vida.  

Mas esse não é o caso! O fato é que, além do sucesso de vendas e de render uma paródia  - o livro “Beber Jogar F@%der”, de Andrew Gottlieb – ele também não demorou pra chamar a atenção dos grandes estúdios, que sabem muito bem que uma obra literária pode render algo bom (ou ao menos bastante dinheiro) quando levada para as telonas.

A Columbia Pictures, então, comprou os direitos de adaptação da história de Gilbert em meados de 2008 e o resto foi acontecendo. Para a transposição às telas de um livro de peso, nada mais justo que um nome importante para viver a protagonista: Julia Roberts, que anteriormente já havia declarado ser fã da trama, foi a escolhida para interpretar Elizabeth nos cinemas. Lembra de umas notícias que caíram na rede há um tempo, dizendo que a atriz estava causando tumulto em templos indianos devido às filmagens de um novo longa-metragem? Esse era o filme em questão.

Depois de mais de um ano e meio de filmagens e pequenas confusões como essa, o primeiro trailer oficial do filme caiu na rede. Nele, dá pra ver um pouquinho das locações do projeto – que incluem Itália e Índia, entre outros lugares - e outros nomes que estão no elenco, como Javier Bardem, (muito mais amável do que em “Onde os Fracos Não Tem Vez”) James Franco e Viola Davis.

Será que o filme vai ser simpático e cativante como a obra original? Ele estreará em 13 de agosto nos Estados Unidos, mas não tem data de lançamento prevista para o Brasil, ainda. Enquanto ele não chega por aqui, dá tempo de ler a “autobiografia” que o originou.

Vale lembrar que o diretor do filme é Ryan Murphy, que anteriormente fez o ótimo “Correndo Com Tesouras” – por sinal, outro caso de livro adaptado para o cinema – e também é um dos produtores de Glee, que o Miolaoteam adora.

Veja o trailer de “Comer, Rezar, Amar” abaixo:

 

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