Dizem por aí que a escola é importante porque ela prepara o jovem para vida. Se isso é verdade ou não, não me cabe julgar… Mas seja lá como for, é totalmente compreensível a ideia de que o colégio pode funcionar como uma “maquete do universo”, afinal, é nesse ambiente que temos contato com pessoas das mais variadas crenças e costumes e também é onde aprendemos algumas coisas que serão realmente muito úteis no “mundo real” – e quando eu digo “algumas coisas”, eu, definitivamente, não estou falando sobre o que os professores escrevem na lousa.
Talvez por esse motivo o cenário escolar vira e mexe serve como pano de fundo para videoclipes. Artistas dos mais variados gêneros costumam ver nesses locais a possibilidade perfeita de contar histórias, difundir romances e ideais e até mesmo fazer denúncias sociais. A gama de assuntos é tão vasta quanto as bandas e cantores que já gravaram seus clipes nesse terreno: de Nirvana à Taylor Swift ou de Chris Brown a Aerosmith, cada um deles, independentemente do ritmo que cantam, retratou a escola e a vida escolar de um jeito bastante interessante.
… E é isso que a gente vê agora em nosso Top 5: Clipes que se passam em escolas.
Desde que Michael Jackson reinventou a estética do videoclipe com o histórico Thriller, uma homenagem aos filmes de terror, os vínculos da linguagem para com o cinema ficaram mais estreitos.
Os filmetes musicais de poucos minutos que tinham como maior objetivo divulgar os singles dos artistas, atingiram seu ápice nos anos 80 e nas décadas seguintes influenciaram e foram influenciados pelo cinema. E é desse mix de referências que a gente fala agora em nosso Top 5: Clipes inspirados em filmes.
O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.
Não teve pra ninguém: no VMA 2010 só deu Lady GaGa. A cantora, que já havia ganhado 2 prêmios antes mesmo da premiação começar (melhor coreografia para Bad Romance e melhor colaboração por Telephone, com Beyoncé), faturou ao todo 8 astronautas, incluindo o de vídeo do ano. Que os haters que me perdoem, mas não havia ninguém entre os concorrentes forte o suficiente para bater GaGa com seu ótimo Bad Romance.
Apresentado por Chelsea Handler, a cerimônia foi, como de praxe, chatinha e tediosa. Tirando alguns esquetes engraçados (o que dizer de Lindsay Lohan fazendo piada de “sua situação” e estapeando a apresentadora?) e algumas apresentações extremamente boas (parabéns, Florence + The Machine! parabéns, Drake! parabéns… KANYE WEST?), a noite de ontem serviu mesmo como escada para GaGa mostrar (mais uma vez) sua força e provar que seu sucesso não vai ser passageiro.
Ofuscando tudo e todos, ao receber o último prêmio das mãos do dinossauro do pop Cher, GaGa contou que seu novo disco se chamará Born This Way e em meio a um discurso emocionado cantou um trechinho da faixa título.
Hit?
Pra quem perdeu ou prefiriu ver o debate dos presidenciáveis que rolou na RedeTV, segue abaixo a lista dos vencedores:
MELHOR COLABORAÇÃO
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)” Lady Gaga e Beyoncé – “Telephone”
3OH!3 e Kesha – “My First Kiss”
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”
MELHOR VÍDEO FEMININO Lady Gaga – “Bad Romance”
Ke$ha – “Tik Tok”
Katy Perry e Snoop Dogg – “California Gurls”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
Taylor Swift – “Fifteen”
MELHOR VÍDEO MASCULINO Eminem – “Not Afraid”
Usher e Will.I.Am – “OMG”
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”
Drake - “Find Your Love”
Jason Derülo – “In My Head”
MELHOR VÍDEO DE HIP HOP
B.o.B. e Hayley Williams – “Airplanes” Eminem – “Not Afraid”
Drake, Kanye West, Lil Wayne e Eminem – “Forever”
Jay-Z e Swizz Beats – “On To The Next One”
Kid Cudi, MGMT e Ratatat – “Pursuit Of Happiness”
ARTISTA REVELAÇÃO
Ke$ha – “Tik Tok”
Jason Derulo – “In My Head” Justin Bieber e Ludacris – “Baby”
Nicki Minaj e Sean Garrett – “Massive Attack”
Broken Bells – “The Ghost Inside”
MELHOR VÍDEO POP Lady Gaga – “Bad Romance”
Katy Perry e Snoop Dog – “California Gurls”
Ke$ha – “Tik Tok”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
B.o.B e Bruno Mars – “Nothing on You”
MELHOR VÍDEO ROCK 30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Muse – “Uprising”
Paramore – “Ignorance”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”
MGMT – “Flash Delirium”
MELHOR VÍDEO DANCE Lady Gaga – “Bad Romance”
Enrique Iglesias e Pitbull – “I Like It”
Cascada – “Evacuate The Dancefloor”
David Guetta e Akon – “Sexy Chick”
Usher e Will.I.Am – “OMG”
VÍDEO DO ANO Lady Gaga – “Bad Romance”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Lady Gaga e Beyoncé – “Telephone”
Eminem – “Not Afraid”
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Lady Gaga – “Bad Romance” Florence + The Machine – “Dogs Days Are Over”
Eminem – “Not Afraid”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Beyoncé featuring Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
MELHOR COREOGRAFIA Lady Gaga – “Bad Romance”
Lady Gaga featuring Beyoncé – “Telephone”Beyoncé featuring Lady Gaga
Beyoncé featuring Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
Usher featuring Will.I.Am – “OMG”
Janelle Monáe featuring Big Boi – “Tightrope”
MELHOR CINEMATOGRAFIA
Eminem – “Not Afraid” Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”
Lady Gaga – “Bad Romance”
Mumford and Sons – “Little Lion Man”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”
MELHOR DIREÇÃO
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind” Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid”
P!nk – “Funhouse”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
MELHOR EDIÇÃO Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid”
Rihanna – “Rude Boy”
P!nk – “Funhouse”
Miike Snow – “Animal”
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid” Muse – “Uprising”
Green Day – “21st Century Breakdown”
Dan Black – “Symphonies”
VÍDEO INOVADOR
Dan Black – “Symphonies”
Gorillaz, Bobby Womack e Mos Def – “Stylo”
Coldplay – “Strawberry Swing” The Black Keys – “Tighten Up”
Apesar do acerto chamado GaGa, a premiação pecou por números musicais pedantes (quem quer ver Linkin Park em 2010, gente?) e a edição brincou com o perigo ao cortar a fofa da Robyn. As não-indicações de Kanye West com Power e de M.I.A. com Born Free também foram sentidas, sem contar no desprezo com o Gorillaz e piriri.
Deixa pra lá, né? No fim do ano a gente faz uma listinha dos clipes que foram os melhores de verdade… hahaha!
De todas as bandas que vieram salvar o rock nos idos de 2000 o Yeah Yeah Yeahs talvez seja a que escolheu os caminhos mais interessantes. Fugindo do óbvio e sendo criativos como poucos, eles eram a aposta menos segura de uma legião de críticos que pareciam mais eleger heróis do que criticar de fato os músicos daquela época.
Mesmo que não carregassem o título de “salvadores” – e desde quando o rock precisou ser salvo? -, a banda chamava a atenção de todos por transpirar rock’n'roll e fazer bonito em qualquer área em que atacasse.
Mesmo sem saber, você com certeza já viu pelo menos algum videoclipe dirigido pelo sueco Jonas Akerlund. O cara, que iniciou sua carreira na década de 80, já trabalhou com artistas muito influentes. Quer exemplos? U2, Metallica, Roxette, Prodigy (Smack My Bitch Up) , Moby (Porcelain), Christina Aguilera (Beautiful), Blink 182 (I Miss You) e muitos outros.
Seus trabalhos são ágeis, contemporâneos e marcantes, e Akerlund não limita-se apenas a videoclipes: também faz curtas e longas metragens, por vezes bastante polêmicos, como o curta “Try” (2000), baseado no clipe de “Try, Try, Try” dos Smashing Pumpkins – dirigido pelo próprio – e que fala sobre o cotidiano de usuários de drogas. O filmete, que pode ser assistido em duas partes no You Tube, é definido pelos freqüentadores do site IMDB, que possui um dos maiores fóruns de cinéfilos que existem como “extremamente perturbador”.
Jonas abordaria tema semelhante no primeiro filme de sua carreira, “Spun”, com Brittany Murphy e Jason Schwartzman. Depois, se jogaria de cabeça no universo surreal (e frequente em muitos de seus trabalhos) de “Cavaleiros do Apocalipse” (“Horsemen” no original), estrelado por Dennis Quaid, que fala sobre um assassinato e algumas coincidências bizarras em relação ao ocorrido.
Akerlund no set de "Paparazzi", de Lady Gaga, e acompanhado de Madonna no VMA 98.
Outra polêmica no currículo de Akerlund é o recente clipe da música “Pussy”, da banda alemã “Rammstein” – que já havia trabalhado com o sueco. O video foi censurado devido à cenas de sexo explícito e banido da maior parte dos sites na Internet, mas pode ser assistido nas versões “XXX” do Youtube. (!) Os integrantes do grupo disseram em entrevista que o diretor captaria a essência da sugestiva canção e faria um videoclipe à altura.
Não é só a banda Rammstein que rendeu-se ao trabalho do sueco: a cantora Madonna é outra artista que conta com a colaboração frequente de Jonas. É dele os videoclipes de “Celebration”, “Music”, a versão não censurada de American Life, Ray of Light – que ganhou o VMA de melhor videoclipe em 1998 e o Grammy de Melhor Vídeo (Single) no mesmo ano – além de ter dirigido as filmagens oficiais da Confessions Tour e o documentário “I’m Going To Tell You a Secret”.
Mena Suvari em cena de "Spun" e cena do clipe "Pussy", da banda Rammstein.
Jonas também tem dirigido videoclipes para artistas mais recentes, como Mika (o divertido e colorido “We Are Golden”), David Guetta (When Love Takes Over), James Blunt (Same Mistake), P!nk (Sober), Robbie Williams (Sexed Up), Anouk (Good God) e o ótimo “Paparazzi”, de Lady Gaga, que venceu nas categorias de “Melhor Direção de Arte” e “Melhores Efeitos Especiais” no último VMA.
Entre seus novos trabalhos, está o clipe de “Fresh Out The Oven”, de Jennifer Lopez – que ainda será lançado. Abaixo, um vídeo com amostras do que Akerlund já lançou:
Britney Spears, a garota (supostamente) virgem do interior de Louisiana, que provocou a imaginação de milhares de americanos estava crescendo.
E foi no VMA de 2001 que todos os olhos do mundo puderam comprovar isso. Apresentando I’m Slave 4 U, lead-single de seu terceiro álbum, intitulado somente de Britney, Spears se mostrou mais sexy e polêmica do que nunca. Com uma coreografia atrevida, animais selvagens no palco (e em seu pescoço!), e roupas “ousadas” Britney foi, novamente, o centro das atenções. A pequena menina estava ainda mais linda e insinuante.
Aos olhos dos fãs, Britney estava crescendo, assim como eles. Ela cantava em suas músicas que cansada de se sentir super protegida (Overprotected), que queria mesmo se divertir (I’m Slave 4 U) e que ninguém sabia o quão duro era ser ela (What It’s Like To Be Me), ao mesmo tempo em que enfrentava as dúvidas da transição entre ser uma menina e uma mulher (I’m Not A Girl, Not Eyet A Woman). Analisando a situação de um jeito um pouquinho mais crítico, podia se notar que Britney clamava urgente por uma reinvenção.
Seu efeito no mercado pop fora tão devastador, que acabou abrindo portas para outras estrelinhas loiras e supostamente talentosas, como Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore. Toda gravadora queria sua Britney, e a equipe de Britney percebendo isso mudou logo de estratégia, pois se continuassem no caminho seguro que estavam, logo não despertariam mais taaanto interesse assim no público… Vender Britney como uma adolescente lascíva foi um golpe de mestre. Mais desinibida em entrevistas, mais segura como “artista” (nesta fase, Britney co-escreveu 6 músicas) e mais sexual do que nunca, Britney estava dando o que falar. Ela estava em todas. Naquele ano ela estampou a capa das principais revistas do mundo, invadiu o mundo dos games com o jogo Britney’s Dance Beat e as telonas do mundo inteiro com o morninho Crossroads – Amigas Para Sempre. Tanta exposição assim começou a gerar alguns atritos com a grande mídia. Divulgando exaustivamente o album em programas de tv, Britney falava abertamente sobre qualquer assunto. Era simpática, divertida e incrivelmente viva. Mas até que ponto aquela pessoa que viamos na telinha era de verdade?
Britney, como um produto, vendia revistas e jornais como ninguém. Mas melhor do que defendê-la era criticá-la, atacá-la. Embora seu disco vendesse muito bem para os padrões da época, seus singles não iam tão bem na Billboard. Há quem diga que houve um boicote da principal rádio dos States, que se recusou a tocar suas músicas. O suposto fracasso comercial de seu filme (eu digo suposto, porque em números absolutos ele teve mais audiência que 8 Mile, o filme do Eminem, lançado no mesmo ano) somado ao mau desempenho de seus singles foram motivos suficientes para alguns jornais e revistas dizerem que Britney estava acabada. E foi aí que a mocinha lançou seu segundo single, Overprotected, que quebrou recordes no TRL americano. Apesar dos pesares, a imagem projetada tinha dado certo, a fase foi uma bela transição entre a garota sulista e a mulher adulta. Britney conseguiu manter seus fãs, agregar novos seguidores e licenciar centenas de produtos.
O resultado disso tudo foram 3 hits mundiais e 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo. E o melhor de tudo: uma imagem perfeitamente construída para o que estava por vir. Se bem que, quando Britney se separou do de Justin Queridinho da América Timberlake, seu mundo quase ruiu. Todos souberam através do próprio Justin que Britney não era mais virgem (se bem que, a massiva maioria já desconfiava) e que a então a garota-perfeita o havia traído.
Toda a questão elevou Justin a um patamar de vítima e Britney quase à lona. Mas a garotinha ainda estava viva. E bem viva.
Depois de alguns anos parada, Britney novamente subiu aos palcos do VMA. Em 2003, acompanhada de uma apagada Christina Aguilera e de ninguém menos que Madonna, Britney participou de um dos momentos que entraram para a história da TV: o beijo na boca de Madonna. O beijo teve direito até a uma linguinha safada e a um close no rosto de Justin.
Comentado até o osso em todos os tipos de mídia, o beijo simbolizou que Madonna estava entregando a sucessão de majestade do pop. Mas Madonna não desistiria tão fácil. Depois de todas as críticas pelo belíssimo album American Life, o beijo a colocou novamente em evidência. A maior artista pop do mundo estava em perfeita sintonia com os novos “talentos”. Aquilo significou muito para ambas. E alguns meses depois foi anunciado um dos duetos mais esperados de todos os tempos: Me Against The Music. O lead-single de Britney decepcionou a todos. O que era para ser explosivo soou datado e entediante. Os fãs das Madonna não gostaram e o público em geral recebeu de forma morna. Mais uma vez, o produto Britney começava a apresentar defeito. Se nem Madonna conseguiu fazer com que o single fosse sucesso, será que o álbum teria alguma chance de longevidade? Apesar de estrear na primeira posição da Billboard, In The Zone estava fadado ao fracasso. As quedas seriam vertiginosas se não fosse por uma musiquinha chamada Toxic…