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O Homem do Futuro

“O mocinho regressa no tempo e tem a chance de modificar alguma coisa e muda. E aí ele deixa uma marca indelével no futuro quando modifica o passado, criando um paradoxo no tempo e espaço.”

A descrição acima pareceu familiar?

É, eu sei. Já decoramos a taboada. Mas mesmo assim a gente insiste porque, além de mexer com nosso lado lúdico e exibir possibilidades, sabemos que na maioria das vezes o resultado é bastante satisfatório. De O Exterminador do Futuro a Efeito Borboleta ou de De Volta Para o Futuro a Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban; a gente sabe o que esperar e tem, de alguma maneira, noção de como as coisas vão acabar.

O Homem do Futuro, terceiro filme de Cláudio Torres, que além de diretor é roteirista, é um mix de tudo que a gente já viu por aí. Contando a história de Zero (Wagner Moura), um cientista que desenvolveu uma fonte de energia ilimitada e que, acidentalmente, voltou vinte anos no tempo, O Homem do Futuro mostra Zero se encontrando consigo mesmo a fim de impedir de que ele seja humilhado por aquela que acredita ser o amor de sua vida (Alinne Moraes). Absorvendo todos os clichês do do filão de filmes de viagem no tempo – que vão desde a famosa cena em que o protagonista anima um baile de De Volta Para o Futuro até o vislumbre de um presente aterrador consequência de supostas melhorias feitas no passado como em Efeito Borboleta -, O Homem do Futuro estaria fadado ao fracasso se primasse (e primassemos) apenas por originalidade. Mas não é o caso.

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Vem Aí: O Homem do Futuro

Escrito e dirigido por Cláudio Torres, filho de Dona Fernanda Montenegro com o Seu Fernando Torres, O Homem do Futuro tem um quê de fábula, do tipo que a gente gosta sem saber direito  o porquê.

Na história, protagonizada por Wagner Moura (Abril Despedaçado) e Alinne Moraes (Fica Comigo Essa Noite), conhecemos o genial cientista Zero que, enquanto pesquisa novas fontes de energia, se depara com a possibilidade de voltar ao passado e dar um novo rumo à sua vida. Continue lendo →

3 Momentos: Alice Braga

Ela fez sua estreia em um dos filmes que frequentemente aparece em listas dos melhores de todos os tempos. Em seu segundo trabalho, arrebatou prêmios e conquistou a crítica especializada. No ano de 2008 foi vista no cinema por mais de 2 milhões de pessoas na oitava maior bilheteria daquele ano. Nessa época, foi fotografada por Annie Leibovitz para a capa da Vanity Fair, aparecendo ao lado de Ellen Page, Amy Adams e Zoe Saldana como uma promessa de Hollywood. Ela já trabalhou com gente do naipe de David Mamet, Harrison Ford, Diego Luna, Fernando Meirelles, Anthony Hopkins, Julianne Moore e Jude Law.

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Morreu na praia: quem deveria ter sido indicado ao Oscar 2011 e não foi

Há pouco mais de um mês, para ser preciso em 25 de janeiro desse ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os indicados ao prêmio mais cobiçado do cinema. Engana-se quem pensa que a tal “corrida do Oscar” só começou neste dia. Muito antes disso, as distribuidoras começaram campanhas para que seus filmes e estrelas ganhassem uma indicação.

A gigante Warner Bros. lançou em dezembro do ano passado o site For Your Consideration que visava aumentar o buzz dos filmes em que eles acreditavam merecerem uma atenção especial. A prática do “for your consideration” é bastante comum na terra do Tio Sam. As revistas especializadas em cinema recebem dúzias de anúncios desse tipo – inclusive, nesse ano, houve uma polêmica das grossas quando Melissa Leo tirou do bolso uma grana para colocar em prática sua campanha (mas isso é outra história). O fato é que os reclames por consideração são uma prática comum, mas, outra vez, vale dizer que as campanhas em torno dos filmes são começadas bem antes. Muito antes.

As produções fazem seus nomes nos grandes festivais, com estreias luxuosas, tapetes vermelhos e muita expectativa. Se um filme for mal no circuito Berlim – Veneza – Cannes – Sundance ele dificilmente terá chance no Globo de Ouro ou no Oscar. Só que às vezes mesmo os filmes com melhor recepção e/ou grandes expectativas acabam ficando de fora da disputa. Querem exemplos? Lá vai!

Clint Eastwood, por Além da Vida.

Pode perguntar para qualquer cinéfilo que ele vai confirmar: em ano que Dirty Harry lança filme, ele é uma aposta certeira (e normalmente segura) para figurar entre os favoritos do Oscar. E, como era de se esperar, o burburinho em torno de Hereafter começou instantaneamente. Lidando com um tema obscuro e atual (vida após a morte) e contando com um elenco de peso (Matt Damon, cada vez mais respeitado e Bryce Dallas Howard, a eterna promessa que não se cumpriu) era meio óbvio que ele fosse apontado como um forte candidato ainda em sua pré-produção. Só que no fim das contas a crítica se dividiu e o tema espiritualizado foi completamente desprezado – aliás, quase que completamente: a única indicação do filme na cerimônia desse ano é a de Melhor Efeitos Visuais.

Christopher Nolan, A Origem.

Nolan é outro que bateu na trave. Mas na trave MESMO. O diretor que conseguiu a façanha de equilibrar num mesmo filme a adoração do público e da crítica foi esquecido (eu diria até desprezado) por aquele que muitos acreditam que é sua obra-prima. E a sua indicação era bem mais certa que a de Eastwood, uma vez que ele era não só um candidato em potencial, mas também um dos favoritos ao prêmio que sobreviveu a crítica. O curioso é que o filme em questão recebeu OITO indicações, incluindo Melhor Filme. Vai entender… acho que pensam que A Origem se dirigiu sozinho, sei lá.

Leonardo DiCaprio, A Origem/Ilha do Medo.

E o que dizer de Leonardo DiCaprio? Entregando duas das melhores interpretações do ano o ator não foi lembrado nem no Globo de Ouro (que normalmente o ama!). Mas tudo bem, a gente não pode nem reclamar… Afinal, os 5 indicados finais mandaram muito bem. Certo?

Robert Duvall, Get Low.

O veterano Robert Duvval é outro que tinha tudo para emplacar sua indicação: é adorado pelos colegas de profissão e colheu algumas das melhores críticas do ano por seu desempenho… Só que, vocês sabem, performance não é a única coisa a ser avaliada, né? O tipo de filme em que o ator está inserido também conta pontos. E como Get Low não tinha chance em nenhuma outra categoria, o cara ficou a ver navios…

Halle Berry, Frankie & Alice.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Duvall que ocorreu com Halle Berry: a atriz foi prejudicada pelo filme. A produção de pequeno orçamento foi meio criticada por parecer um filme televisivo e Berry pareceu o único elemento a sair ileso dos comentários negativos. A moça, que via sua carreira decair cada vez mais depois de receber a estatueta dourada por A Última Ceia, enxergou nos papéis títulos de seu último filme a chance que precisava para voltar aos holofotes. Ela acreditava tanto na indicação que segurou a estreia do filme por mais de um ano só para ele poder concorrer ao Oscar de 2011. O erro de Halle foi lançar o filme em um dos anos mais competitivos dos últimos tempos. Pra não dizer que todo esforço foi pelo ralo, a mocinha conseguiu ao menos uma indicaçãozinha ao Globo de Ouro… Já é alguma coisa, certo?

Naomi Watts, Jogos de Poder.

Se o motivo da “desclassificação” de Halle é fácil de ser apontado, o mesmo não ocorre com Naomi. Fair Game tinha tudo para ir bem em todas as categorias: elenco famoso e competente, roteiro atual (bastidores da guerra do Oriente Médio) e uma boa recepção (no Meta Critic tá com 69 pontos). Dá até raiva ver Watts morrendo na praia de novo! Tão competente a atriz…

Hilary Swank, Conviction.

O boom em torno do nome de Hilary foi diminuindo cada vez mais a medida que o buzz das concorrentes crescia. Quando a atriz pareceu ser quase carta fora do baralho, eis que o jogo muda e ela volta a ter chances: a indicação ao prêmio de melhor atriz no Screen Guild Actors foi o suficiente para que voltassem as atenções ao trabalho da moça, mas não o suficiente para manter seu nome entre as 5 finalistas… Acho que, no fim das contas, cansaram do embate Swank x Benning. Hahaha!

Mila Kunis, Cisne Negro.

Saindo um pouco da categoria principal, vamos falar da ausência que deixou todo mundo chocado: Mila Kunis. A garota, que fez fama na TV e participou de produções duvidosas, compôs com maestria a antagonista de Natalie Portman em Cisne Negro. Sexy e vibrante, a performance de Mila preenchia cada cena em que aparecia e sua indicação era certeira – a ponto de fazer com que a veterana Barbara Hershey fosse ofuscada. Então por que nada de Mila no Oscar? Eu explico. Os acadêmicos, muito espertos, emplacaram a indicação de  Hailee Steinfeld, PROTAGONISTA de Bravura Indômita, como coadjuvante – porque só assim uma novata de 14 anos seria indicada em um ano tão competitivo. O resultado disso foi Mila perder a vaga. Ai, ai… duvido que ela tenha outra chance assim.

Andrew Garfield, A Rede Social.

Outra ausência que ninguém entendeu foi Andrew Garfield, quase perfeito na composição de sua personagem em A Rede Social. O ator que é a bola da vez em Hollywood era o favorito para VENCER o prêmio. O novo Homem-Aranha perdeu sua vaga. Culpem John Hawkes por sua indicação por Inverno na Alma.

Outras injustiças além dos citados foram Aaron Eckhart e Ryan Gosling ficarem de fora – respectivamente por Reencontrando a Felicidade e Namorados Para Sempre -: vamos admitir que o desempenho de Nicole Kidman e Michelle Williams não seriam os mesmos sem contrapontos masculinos tão talentosos. E, claro, Wagner Moura ser ignorado na categoria de ator principal não foi nenhuma surpresa… mas o sentimento de que alguma coisa esteve errado foi grande, visto que o ator esteve indefectível em Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro –mas nesse caso, nem vamos falar muito, ele não tinha a mínima chance porque ninguém lá de fora viu o filme…

Não Me Abandone Jamais não ser mencionado em NENHUMA categoria (nem mesmo a de trilha sonora e roteiro adaptado!) foi chocante.

Bom, depois de tanta bola fora antes mesmo da cerimônia acontecer, vamos ver logo mais à noite se eles vão ser, pelo menos, justos com os que foram indicados. ;]

Resumo da Semana: festa no Brasil, pirata na escola, barraco na Fazenda e muito mais…


A semana que começou com o Tiririca [6] roubando a cena na festa da democrácia brasileira, teve Hebe Camargo [1] dando selinho no vocalista do Restart, James Franco vestido de mulher na capa da Candy [2], Miley Cyrus [3] fazendo versão especial de “Party USA para os fãs brasileiros, a volta do Capitão Nascimento (Wagner Moura)[4] em Tropa de Elite 2, Johnny Depp visitando escola vestido de Capitão Jack Sparrow [5] e 1, 2, 3 barracos no reality show A Fazenda [7].

‘Vou fazer sua vida um inferno daqui pra frente. Todo mundo perdoa tudo no Brasil, mas traição, X9, ninguém perdoa…” – Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube e justiceiro nas horas vagas.

2010: O Ano das Sequências Desnecessárias

Não sou Nostradamus, muito menos profeta, mas baseando-me em algumas notas divulgadas na imprensa, prevejo que 2010 será o ano de ramakes e continuações sem propósito.

Você duvida? Vamos aos fatos.

Atendo-me apenas as sequências, fiquei perplexo com a notícia que Atividade Paranormal 2 sairia do papel.

O filme original, que foi um sucesso de público inesperado, custou apenas US$ 11 mil e somou ao todo mais de US$ 150 milhões nas bilheterias, é do tipo de filme que não necessitava de continuação.

A surpresa foi ainda maior quando confirmaram que Kevin Greutert, diretor de Jogos Mortais 6, iria comandar o projeto. Mesmo sem sequer ter um argumento definido, Atividade Paranormal 2 já tem data de estréia nos cinemas americanos: 22/10/2010. Essa pressa toda só confirma uma coisa: eles querem mais dinheiro.

Mas se esse for o único propósito, ao que tudo indica a briga pelas bilheterias vai ser bem acirrada. Atividade Paranormal 2 vai enfrentar o sétimo filme da série Jogos Mortais, lançado tradicionalmente no Halloween norte-americano.

Levando em conta todo o sucesso comercial do primeiro Atividade Paranormal, podemos dizer que a continuação tem a seu favor o fato de que além de estar “fresco” na memória do público ele tem hype e fôlego para iniciar uma nova franquia.

Na contramão, Jogos Mortais já apresenta sinais de desgaste em sua fórmula. Esse desgaste pôde ser sentido nas bilheterias que caem a cada filme. No entanto, esse ano a situação promete mudar. David Hackl, diretor que comandou o quinto filme da série e que agora reassume o controle, anunciou que fará uso de tecnologia 3D. Só por esse fato o longa já sai na frente no quesito expectativa. Aliás, só por esse fato mesmo. Porque ninguém aguenta mais as reviravoltas mirabolantes e pretensiosas do roteiro, que já viraram marcam da série e que, convenhamos, não deveria nem ter seu segundo volume.

E se você pensa que a maldição das sequências cabe exclusivamente a blockbusters de sucesso internacional, você está redondamente enganado.

Tropa de Elite 2 pode ser encarado com nosso representante nessa categoria. O filme, que tem estreia prevista para 13 de agosto, só vai começar a ser filmado semana que vem, dia 25/01, mas o burburinho a seu redor vem crescendo a cada dia. Hoje, por exemplo, a produção do longa liberou em seu blog oficial um vídeo mostrando parte do treinamento do idolatrado Capitão Nascimento (o sempre bom Wagner Moura) e sua tropa:

Além de Wagner Moura retomar o papel que o consagrou ao grande público,  José Padilha também volta a cadeira de diretor. O elenco contará ainda com nomes de peso como o de Selton Mello, Seu Jorge e, pasme, o do sambista Dudu Nobre.

A história escrita por Bráulio Mantovani, roteirista do primeiro Tropa de Elite, se passará 15 anos depois do final do primeiro filme e mostrará o crescimento do Bope e das milícias na cidade do Rio de Janeiro.

Ok. Talvez seja muito cedo pra colocar Tropa de Elite 2 “no mesmo saco” de Atividade Paranormal 2 e Jogos Mortais 7, até porque os envolvidos no filme nacional são bemmmm mais talentosos que os gringos.

Mas o ponto principal nisso tudo é aquela velha questão que assola Hollywood desde sempre (e agora também nossa terrinha): será que motivos puramente mercadológicos justificam a produção de um filme? E mais importante que isso; será que o resultado pode ser positivo?

Pessoalmente não espero grandes coisas de nenhuma das produções citadas. A única coisa que anseio é estar errado sobre tudo isso e que, apesar dos pesares, possamos ver bons filmes.

E você, o que pensa disso tudo?

 

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