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Top 5: Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos

The Kids Are All Right

Teoricamente, as distribuidoras brasileiras tem o papel de adaptar os títulos originais dos filmes para a cultura local a fim de que eles façam mais sentido a seu público (a gente!). Seria muito lindo SE isso funcionasse, mas na vida real sabemos que todo o intuito honrado se perde em virtude de questões mercadológicas – afinal, para eles, vale tudo para atrair mais pessoas.

As escolhas para inúmeros longas-metragens, que vão de MeninaMá.Com (Hard Candy) até Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), dão vergonha de tão ruins. Algumas delas, inclusive, até relatam trechos importantes dos filmes – e, a grande maioria, deturpa a essência das produções com piadas engraçadinhas com pouca (ou nenhuma) relação com as histórias.

O Top 5 de hoje vai servir para partilhar minha revolta com vocês em relação aos títulos mais babacas dos últimos 2 anos, haha! Preparados?

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Morreu na praia: quem deveria ter sido indicado ao Oscar 2011 e não foi

Há pouco mais de um mês, para ser preciso em 25 de janeiro desse ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os indicados ao prêmio mais cobiçado do cinema. Engana-se quem pensa que a tal “corrida do Oscar” só começou neste dia. Muito antes disso, as distribuidoras começaram campanhas para que seus filmes e estrelas ganhassem uma indicação.

A gigante Warner Bros. lançou em dezembro do ano passado o site For Your Consideration que visava aumentar o buzz dos filmes em que eles acreditavam merecerem uma atenção especial. A prática do “for your consideration” é bastante comum na terra do Tio Sam. As revistas especializadas em cinema recebem dúzias de anúncios desse tipo – inclusive, nesse ano, houve uma polêmica das grossas quando Melissa Leo tirou do bolso uma grana para colocar em prática sua campanha (mas isso é outra história). O fato é que os reclames por consideração são uma prática comum, mas, outra vez, vale dizer que as campanhas em torno dos filmes são começadas bem antes. Muito antes.

As produções fazem seus nomes nos grandes festivais, com estreias luxuosas, tapetes vermelhos e muita expectativa. Se um filme for mal no circuito Berlim – Veneza – Cannes – Sundance ele dificilmente terá chance no Globo de Ouro ou no Oscar. Só que às vezes mesmo os filmes com melhor recepção e/ou grandes expectativas acabam ficando de fora da disputa. Querem exemplos? Lá vai!

Clint Eastwood, por Além da Vida.

Pode perguntar para qualquer cinéfilo que ele vai confirmar: em ano que Dirty Harry lança filme, ele é uma aposta certeira (e normalmente segura) para figurar entre os favoritos do Oscar. E, como era de se esperar, o burburinho em torno de Hereafter começou instantaneamente. Lidando com um tema obscuro e atual (vida após a morte) e contando com um elenco de peso (Matt Damon, cada vez mais respeitado e Bryce Dallas Howard, a eterna promessa que não se cumpriu) era meio óbvio que ele fosse apontado como um forte candidato ainda em sua pré-produção. Só que no fim das contas a crítica se dividiu e o tema espiritualizado foi completamente desprezado – aliás, quase que completamente: a única indicação do filme na cerimônia desse ano é a de Melhor Efeitos Visuais.

Christopher Nolan, A Origem.

Nolan é outro que bateu na trave. Mas na trave MESMO. O diretor que conseguiu a façanha de equilibrar num mesmo filme a adoração do público e da crítica foi esquecido (eu diria até desprezado) por aquele que muitos acreditam que é sua obra-prima. E a sua indicação era bem mais certa que a de Eastwood, uma vez que ele era não só um candidato em potencial, mas também um dos favoritos ao prêmio que sobreviveu a crítica. O curioso é que o filme em questão recebeu OITO indicações, incluindo Melhor Filme. Vai entender… acho que pensam que A Origem se dirigiu sozinho, sei lá.

Leonardo DiCaprio, A Origem/Ilha do Medo.

E o que dizer de Leonardo DiCaprio? Entregando duas das melhores interpretações do ano o ator não foi lembrado nem no Globo de Ouro (que normalmente o ama!). Mas tudo bem, a gente não pode nem reclamar… Afinal, os 5 indicados finais mandaram muito bem. Certo?

Robert Duvall, Get Low.

O veterano Robert Duvval é outro que tinha tudo para emplacar sua indicação: é adorado pelos colegas de profissão e colheu algumas das melhores críticas do ano por seu desempenho… Só que, vocês sabem, performance não é a única coisa a ser avaliada, né? O tipo de filme em que o ator está inserido também conta pontos. E como Get Low não tinha chance em nenhuma outra categoria, o cara ficou a ver navios…

Halle Berry, Frankie & Alice.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Duvall que ocorreu com Halle Berry: a atriz foi prejudicada pelo filme. A produção de pequeno orçamento foi meio criticada por parecer um filme televisivo e Berry pareceu o único elemento a sair ileso dos comentários negativos. A moça, que via sua carreira decair cada vez mais depois de receber a estatueta dourada por A Última Ceia, enxergou nos papéis títulos de seu último filme a chance que precisava para voltar aos holofotes. Ela acreditava tanto na indicação que segurou a estreia do filme por mais de um ano só para ele poder concorrer ao Oscar de 2011. O erro de Halle foi lançar o filme em um dos anos mais competitivos dos últimos tempos. Pra não dizer que todo esforço foi pelo ralo, a mocinha conseguiu ao menos uma indicaçãozinha ao Globo de Ouro… Já é alguma coisa, certo?

Naomi Watts, Jogos de Poder.

Se o motivo da “desclassificação” de Halle é fácil de ser apontado, o mesmo não ocorre com Naomi. Fair Game tinha tudo para ir bem em todas as categorias: elenco famoso e competente, roteiro atual (bastidores da guerra do Oriente Médio) e uma boa recepção (no Meta Critic tá com 69 pontos). Dá até raiva ver Watts morrendo na praia de novo! Tão competente a atriz…

Hilary Swank, Conviction.

O boom em torno do nome de Hilary foi diminuindo cada vez mais a medida que o buzz das concorrentes crescia. Quando a atriz pareceu ser quase carta fora do baralho, eis que o jogo muda e ela volta a ter chances: a indicação ao prêmio de melhor atriz no Screen Guild Actors foi o suficiente para que voltassem as atenções ao trabalho da moça, mas não o suficiente para manter seu nome entre as 5 finalistas… Acho que, no fim das contas, cansaram do embate Swank x Benning. Hahaha!

Mila Kunis, Cisne Negro.

Saindo um pouco da categoria principal, vamos falar da ausência que deixou todo mundo chocado: Mila Kunis. A garota, que fez fama na TV e participou de produções duvidosas, compôs com maestria a antagonista de Natalie Portman em Cisne Negro. Sexy e vibrante, a performance de Mila preenchia cada cena em que aparecia e sua indicação era certeira – a ponto de fazer com que a veterana Barbara Hershey fosse ofuscada. Então por que nada de Mila no Oscar? Eu explico. Os acadêmicos, muito espertos, emplacaram a indicação de  Hailee Steinfeld, PROTAGONISTA de Bravura Indômita, como coadjuvante – porque só assim uma novata de 14 anos seria indicada em um ano tão competitivo. O resultado disso foi Mila perder a vaga. Ai, ai… duvido que ela tenha outra chance assim.

Andrew Garfield, A Rede Social.

Outra ausência que ninguém entendeu foi Andrew Garfield, quase perfeito na composição de sua personagem em A Rede Social. O ator que é a bola da vez em Hollywood era o favorito para VENCER o prêmio. O novo Homem-Aranha perdeu sua vaga. Culpem John Hawkes por sua indicação por Inverno na Alma.

Outras injustiças além dos citados foram Aaron Eckhart e Ryan Gosling ficarem de fora – respectivamente por Reencontrando a Felicidade e Namorados Para Sempre -: vamos admitir que o desempenho de Nicole Kidman e Michelle Williams não seriam os mesmos sem contrapontos masculinos tão talentosos. E, claro, Wagner Moura ser ignorado na categoria de ator principal não foi nenhuma surpresa… mas o sentimento de que alguma coisa esteve errado foi grande, visto que o ator esteve indefectível em Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro –mas nesse caso, nem vamos falar muito, ele não tinha a mínima chance porque ninguém lá de fora viu o filme…

Não Me Abandone Jamais não ser mencionado em NENHUMA categoria (nem mesmo a de trilha sonora e roteiro adaptado!) foi chocante.

Bom, depois de tanta bola fora antes mesmo da cerimônia acontecer, vamos ver logo mais à noite se eles vão ser, pelo menos, justos com os que foram indicados. ;]

Trilha Sonora: “And I am telling you I’m not going” – Jennifer Hudson

Nós do Miolaoteam inauguraremos hoje uma nova sessão no blog, a “Trilha Sonora da Semana”. Baseada em dois especiais que nós fizemos anteriormente (você pode conferir clicando aqui e aqui), ela irá relembrar momentos marcantes do cinema em que a música possui papel tão essencial quanto qualquer outra coisa em cena.

Vamos conhecer aquela que irá abrir a série de posts? Antes, uma pequena introdução…

Falemos do filme em questão: “Dreamgirls”, dirigido por Rob Marshall e lançado em 2006 é a adaptação para os cinemas do espetáculo da Broadway de mesmo nome, que arrebatou público e crítica em meados de 80 e venceu vários Tony Awards – o prêmio mais importante que existe para os musicais de teatro. Lançado pela Warner Bros em parceria com a DreamWorks, foi dirigido por Bill Condon (roteirista da “versão longa metragem” de outra peça de sucesso, “Chicago”) e conta a história de um talentoso trio de cantoras em busca do reconhecimento na indústria fonográfica – trama claramente inspirada na trajetória real do grupo The Supremes, liderado por Diana Ross, que chegou ao fim devido à brigas entre as integrantes e planos divergentes de empresários da época.

O elenco da adaptação é composto por nomes de peso que transitam entre o cinema e as prateleiras das lojas de discos, como Beyoncé e Jamie Foxx, e também artistas como Anika Rose, Eddie Murphy e alguém que, na época, ainda não era lá muito conhecida pelo grande público: Jennifer Hudson. A moça, uma das finalistas do American Idol gringo, não levou o prêmio máximo do programa, mas se tornaria mais famosa do que muitos que venceram alguma edição do show de talentos. Com “DreamGirls”, Hudson fez sua estréia nas telas e abriu caminho para sua carreira oficial na música. Encarnando Effie, a mais geniosa do grupo, Jennifer roubou a cena o tempo todo e, merecidamente, venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A cena escolhida (abaixo) justifica – e muito – os prêmios que ela ganhou:

A artista interpreta aqui “And I Am Telling You I’m Not Going”, música também entoada no espetáculo teatral. Sua personagem, prestes a perder sua vaga no trio, desconfia que o noivo, Curtis (também empresário das garotas), tenha perdido de vez a confiança que tinha nela e também o amor dos velhos tempos. Desesperada, ela diz que nunca irá abandoná-lo, ainda que ele cometa as maiores loucuras do mundo, e é obrigação dele compreender isso. Jennifer emociona e nos deixa boquiabertos, injetando uma força absurda e muito sentimento à faixa, composta por Tom Eyen. Digna de aplausos!

Ah, e duas curiosidades: na montagem teatral, a canção ganhava vida na voz de uma mulher com nome parecido, Jennifer Hollidays, cantora de relativo sucesso na década de 80 e com talento equivalente ao da contemporânea. Confira uma filmagem da época – mais especificamente a partir de 3:33:

As duas já se apresentaram juntas num show de Hudson no ano passado, um verdadeiro duelo de titãs. Se você assistir o vídeo até o fim, verá que as palavras ditas por um cara da platéia enquanto assiste, hilários e “chocados” “oh my God! Oh my God!” sintetizam bem a reação de quem ouve. Veja aqui.

ps1: A série “Trilha Sonora da Semana” foi idealizada pela Lucy, a nova integrante do Miolaoteam, que já tem postado por aqui mas ainda não se apresentou. Relaxem: nós vamos tirar ela do armário nos próximos dias. No bom sentido. ;)

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

 

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