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Top 5: Clipes dirigidos por diretores de cinema

Madonna-Vogue

O flerte entre cinema e videoclipe sempre existiu.

Já comentamos aqui de atores que toparam participar de vídeos, clipes que usaram técnicas de cinema em suas imagens, filmetes que se inspiraram em filmes e até sobre filmes que absorveram a linguagem videoclipitica em suas estruturas.

O que nunca comentamos a fundo é que vez ou outra alguns dos grandes realizadores de cinema contemporâneos já comandaram alguns clipes bem interessantes. Alguns deles, inclusive, emergiram desse cenário e só chegaram a tela grande anos mais tarde.

O Top 5 de hoje vai mostrar isso. Preparados?

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Joss Stone – LP1

Na última semana li um artigo muito interessante de Alexandre Matias a respeito do futuro do álbum. Em linhas gerais, o jornalista defendia que o cd, como conhecemos, ficou obsoleto por causa da revolução que o formato digital causou na forma em que consumimos música. Segundo o autor, o futuro do disco enquanto uma coletânea de canções que se convergem em um certo ponto – seja estético, temático ou sonoro – ficou no passado porque hoje em dia o que movimenta o mercado são canções avulsas. As evidências apresentadas por Alexandre soam bastante convincentes, mas não podem ser tomadas como verdades absolutas por um motivo bastante simples: alguns artistas – como ele mesmo reconhece – ainda focam seus esforços (e pessoalmente acredito que vão continuar focando) em combinar em 12 ou 15 faixas toda uma ideia de conceito para contar histórias. E esse é o caso de LP1, o quinto álbum de estúdio da inglesinha Joss Stone.

Para entender melhor o que o LP1 significa na discografica de Joss, é necessário fazer uma retrospectiva em sua obra.

A cantora, que de certa forma fez com que o mundo prestasse mais atenção no gênero soul, que há era tido como inexpressivo – comercialmente falando -, lançou seu debut há exatos oito anos. The Soul Sessions, como foi intitulado, era um conjunto com 10 belíssimas regravações de clássicos de blues e soul (com exceção da ousada – e deliciosa – versão de Fell in Love With a Girl dos White Stripes). A maturidade e segurança que transparecia em cada uma das faixas fez com que o disco arrancasse elogios e suspiros, consolidando o nome de Joss, que na época tinha 16 anos, como uma das grandes promessas para o futuro.

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Músicas novas do White Stripes

Semana passada, quase 6 meses depois do anúncio do fim dos White Stripes, cairam na rede duas músicas inéditas da dupla. Antes que os mais afoitos pensem que eles voltaram (quem dera!), vale dizer que as canções foram gravadas há tempos e só deram as caras agora porque o Sr. White quis.

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Miolão Mixtape n.13

Outro dia li no twitter de alguém algo mais ou menos assim: “a melhor parte do Carnaval é o feriado e a pior parte é o Carnaval“. Se você assim como nós está completamente alheio a folia, desfiles e marchinhas, aproveite e baixe nossa nova Mixtape e seja (mais) feliz.

O tema da vez é I Love College: músicas que falam sobre ou que remetem ao universo das salas de aula e arredores. Arrisco dizer que de todas seleções que fizemos essa daí é a que mais engloba gêneros diferentes. Tem pop, rock, indie, R&B e muito muito muito mais. À primeira vista, talvez, isso tudo pareça um pouco bagunçado… Mas se você prestar atenção vai ver que faz até que bastante sentido. A capa, como vocês já devem ter visto, é um take do clipe … Baby One More Time, de Britney Spears, um verdadeiro tributo a chatice e ao tédio que só a escola pode proporcionar. Mas não se enganem, só a capa que é assim… O conteúdo da mixtape vai servir como um antídoto a tudo isso. Hahaha!

Tá, eu sei.  Tô ficando chato, né?  Vou calar a boca. Maaaaaas é sério, baixem. Aposto que até que quem não gostava de escola (faculdade) vai se divertir. ;]

Se liga na tracklist:

01. Britney Spears – … Baby One More Time
02. Tiê – Se Enamora
03. Hello Saferide – Highschool Stalker
04. The White Stripes – We’re Going To Be Friends
05. Lulu Santos – Minha Vida
06. Cazuza – Faz Parte do Meu Show
07. Alicia Keys – Teenage Love Affair
08. Beastie Boys – College Girls Are Easy
09. Asher Roth – I Love College
10. Skye Sweetnam – Billy S.
11. John Mayer – No Such Thing
12. The Pipettes – Judy
13. Black Lips – Bad Kids
14. Legião Urbana – Química
15. Pink Floyd – Another Brick In The Wall (Part 2)
16. Air – Highschool Lover

Baixe agora!

Os Strokes pararam no tempo?

Acabou que a volta dos Strokes era verdade mesmo. O show surpresa em 2010, o lançamento do clipe de Under Cover of Darkness e a divulgação de prévias de todas as faixas do cd confirmou o que os caras já diziam (e que muita gente duvidava): eles voltaram e voltaram mesmo.

O novo videoclipe começar exatamente onde You Only Live Once, de 2006, acabou só mostra que a banda quer continuar de onde parou. É como se eles dissessem que nesse tempo de hiato nada de muito interessante aconteceu no mundo da música e que eles vão reassumir seu lugar na marra, continuando a mesma caminhada.

A questão é: será que nada de interessante aconteceu? Antes de responder um óbvio “Hey, dude, é claaaro que coisas interessantes aconteceram! Fingir que não é burrice!“, bora pensar nas bandas contemporâneas ao Strokes e ver o destino que elas tiveram?  Talvez isso ajude a entender o que passou pela cabeça de Julian e companhia ao continuar em terreno seguro, sem arriscar novidades…

The Vines

O revival do garage rock não seria o mesmo sem The Vines. A banda australiana fazia questão de ser meio retardada e  debochava quando a imprensa dizia que eles iam salvar o rock ou que eram o novo Nirvana. O entusiasmo do público e da crítica, no entanto, foi ficando cada vez mais morno a ponto de que Melodia, seu último álbum lançado, não recebesse a mínima bola.

A coisa foi tão feia que deixou eles meio traumatizados. Porque só isso explica eles terem gravado um disco inteirinho há cerca de 8 meses e o manterem em segredo até hoje. Se liga aí em Gimme Love, uma das faixas do novo trabalho que ainda não viu a luz do dia:

Menos pura que os outros singles do The Vines, Gimme Love parece ter vindo direto da década de 70. Ainda não se sabe as direções que eles vão apontar, mas se você curtiu e acha que vale a pena esperar, dizem que o disco vai sair finalmente em abril com o nome de Future Primitive. Será?

The Hives

Assim como aconteceu com The Vines, o The Hives viu sua popularidade diminuir junto ao público a cada lançamento. O que é revoltante visto que seus últimos trabalhos foram os melhores de sua carreira. Sem comodismo, a banda trabalhou até com o Pharrel Williams, do N*E*R*D, pra encontrar novas direções. Pena que os únicos que parecem terem percebido isso foram os críticos. Puft!

Ano passado eles lançaram Tarred and Feathered, um ep de covers do qual saiu a música que você ouve aí embaixo:

Depois disso, eles lançaram um single de Natal e sumiram do mapa. Dizem que eles estão em estúdio. Tomara que seja verdade.

The White Stripes

O que aconteceu com essa dupla vocês já estão cansados de saber, né? O fim prematuro de um dos grupos mais legais das últimas décadas fez com que muitos fãs (e eu me incluo nessa) ficassem órfãos. O legado deixado por Meg e Jack incluem 6 álbuns de estúdio que passeiam entre o rock, o blues, o folk, o garage rock e o punk. Reflexo de mentes inquietas que não quiseram se acomodar.

Acima, vemos o sensacional vídeo de Conquest, regravação de Patti Page.

Strokes


E, finalmente, voltamos aos Strokes. Sem a força dos grupos que emergiram junto com eles em meados dos anos 2000, eles são mais ou menos como a resistência, como “o que sobrou”. Eles, que um dia foram iludidos com a promessa de que salvariam o rock (que nunca precisou ser salvo), não caíram na real ainda de que são apenas uma banda de rock que em outros tempos tiveram o ego inflado pela crítica. Que venha o disco. Por mais que eles sejam subestimados, ainda são uma ótima banda de rock.

O que será de Jack e Meg White?


Um dos assuntos mais comentados na web ontem foi o fim dos White Stripes. A banda, que já foi considerada uma das melhores vivas, lançou discos divertidos (De Stijl), classudos e intensos (Elephant), ousados (Icky Thump), fez apresentações memoráveis e lançou verdadeiras pérolas videoclipticas como essa e essa, pegou todo mundo de surpresa com a decisão de por um ponto final no projeto (super bem sucedido). De acordo com a carta publicada no site da gravadora (leia aqui a versão traduzida), Jack e Meg explicaram o rompimento sem de fato esclarecerem as coisas.

Deixando de lado as supostas razões que motivaram o fim, vamos falar sobre o futuro: o que será de Meg e Jack?

O Polivalente Jack White


Todo mundo sabe que Jack White canta, toca, compõe, produz, atua, tricota, se casa no Amazonas e participa de outros 8345327 projetos. Entre seus últimos trabalhos, o cara assinou a produção de algumas faixas de 21, de Adele, e da lenda do country Wanda Jackson. Isso sem contar suas participações em bandas como os Raconteurs, o Dead Weather e, mais recentemente, o Rome.

Rome?

O Rome é aquele tipo de banda que já nasce grande. Idealizada por Daniele Luppi e por Danger Mouse (parceiro de Cee-Lo Green no Gnarls Barkley), o Rome é uma verdadeira ode aos filmes spaghetti western e suas trilhas sonoras. Aliás, alguns dos músicos que participaram da gravação do disco, que está previsto para sair em maio, trabalharam com Ennio Morricone (você deve se lembrar da “mão” do cara em Bastardos Inglórios, do Tarantino), mestre absoluto do gênero. Achou pouco? E se eu contar que, além disso tudo, quem divide os vocais com Jack é uma tal de Norah Jones? Infelizmente ainda não caiu na rede nenhuma música dessa galera.

É. Parece que trabalho não vai faltar para o senhor White…

Mas… e a Meg?

A Encantadora Meg White
Ao contrário de Jack, Meg nunca foi muito conhecida por suas habilidades como musicista. Pra começar, ela se quer sabe tocar bateria. Nas entrevistas concedidas durante o período de atividade dos Stripes, ela sempre se mostrou retraída e tímida.

Sem se arriscar em outros projetos, o máximo de atenção que Meg despertava era quando cantava (muito bem) uma ou outra musiquinha nos discos dos White:

Até onde se sabe, o futuro de Meg, por enquanto, é incerto.

Cover: Feel In Love With a Boy, Joss Stone

Lembro que quando Joss Stone se lançou no mercado fonografico a crítica e o público cairam a seus pés. Também pudera, a menina, que na época tinha seus 17 anos, tinha um vozeirão de fazer inveja e uma técnica igualmente apurada. Como se não bastasse a voz e a alma, em seu  disco de estréia, The Soul Sessions, Joss acertou na escolha do repertório.

Imagem de Amostra do You Tube

Composto por verdadeiros clássicos, o disquinho tinha uma canção que destoava das demais. Feel In Love With a Boy, cover de Feel In Love With a Girl, dos White Stripes, era extremamente moderna, sexy e envolvente.

Não foi à toa que os executivos escolheram a música para apresentar Joss ao mundo.

3 discos depois, Joss Stone não é tão comentada quanto antigamente, mas sua voz continua incrível. Sorte de quem vai no SWU conferir ao vivo, né?

 

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