MIOLÃO • Zooey Deschanel - Part 2
 

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Top 5: Clipes com atores de cinema

De vez em quando uns rostinhos que a gente conhece bem da tela grande dão o ar da graça em vídeoclipes. As participações mais que ilustres rendem, na maioria das vezes, clipes interessantes e inusitados. Separamos 5 exemplos que a gente acha que representa bem esse filão.

Preparados?

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Miolão Mixtape n. 11

Vou que confessar que de todas as mixtapes que fizemos até agora essa é a menos… “coesa”.

A aparente falta de sentido se justifica (se justifica?) pela soma de percepções dos desmiolados que escolheram as faixas (somos cinco, gente, CINCO!): Renato lançou o tema “verão” e aí cada um mandou o que achava que cabia. O resultado, como vocês vão poder ouvir logo mais, é uma mixtape plural, heterogênea e muito divertida.

A intenção aqui não é prever os hits desse verão nem nada disso. A gente só quer dividir uma trilha bacana pros dias de Sol.

1. She & Him – In The Sun
2. Room Eleven – Somedays
3. Beach Boys – Wouldn’t It Be Nice
4. Lenka – We Will Not Grow Old
5. Sheryl Crow – Soak Up The Sun
6. The Kooks – Seaside
7. Best Coast – Our Deal
8. John Travolta e Olivia Newton John – Summer Nights
9. Christina Aguilera e Peaches – My Girls
10. Rihanna – S&M
11. Lady GaGa – Summerboy
12. Girls Aloud – Long Hot Summer
13. Shakira e Dizzee Rascal – Loca
14. Roberta Sá – Eu Sambo Mesmo
15. Kylie Minogue – Slow

Bora baixar?

Ahhhh e pra quem se interessar, a capa é ilustrada pela linda da Zooey Deschanel, a mocinha que fez (500) Dias Com Ela e que canta a faixa de abertura. ;)

Cover: Ridin’ in My Car, She & Him

Já tem um bom tempo que She & Him não aparece por aqui, né? O que é bastante estranho, levando em consideração que os escuto TODOS OS DIAS. Pra compensar essa “falha” e injetar um pouco de fofura no seu dia, trago hoje o animadinho, fofinho e super bonitinho cover de Ridin’ in My Car do NRBQ .

A música original, que já era uma delícia com todos os maneirismos oitentistas que a enfeitavam, ficou ainda mais bacana na voz de Zooey Deschanel. Uma coisa deveras legal é que nessa faixa o M. Ward além de dar o tom com seu violão também canta – o que é bastante raro se tratando de She & Him -!

Agorafala sério: a versão do She & Him, gravada agorinha, em 2010, pro segundo disco deles, não tem uma cara mais “retrô” que a original? Parece até que quem fez o cover foram os caras do NRBQ e não o contrário!

Miolão Mixtape n.1

Então, gente, a partir de agora, toda sexta-feira vai ter uma mixtape linducha aqui no Miolão. Essa primeira tem um pouquinho de cada um dos integrantes do Miolão Team. Tem Metallica, Camera Obscura e até  Zooey Deschanel. E se você conseguir adivinhar quem escolheu cada música, ganha um prêmio! Mentira. Não tem prêmio, mas a gente vai ficar feliz se você comentar. E se quiser sugerir um tema, tá valendo também.

É isso aí, chega de enrolação, baixem a Miolão Mixtape n.1 .

1 - Eliza Doolittle - Moneybox
2 - The Libertines - Can’t Stand Me Now
3 - Miguel Bose & Julieta Venegas – Morena Mia
4 - Hurts - Wonderful Life
5 - Camera Obscura - My Maudlin Career
6 - Joe Strummer & The Mescaleros – Mondo Bongo
7 - Caetano Veloso – Não Enche
8 - Metallica – Die Die My Darling
9 - The Kooks - Do You Wanna
10 - Interpol - Barricade
11 - Eliza Doolittle – Police Car
12 - Zooey Deschanel – Sugar Town

Cover: You Really Got a Hold On Me, She & Him

Para sua sexta-feira ficar (muito) mais fofa, o cover de hoje é da banda que mais emana fofura no mundo todo: She & Him! You Really Got a Hold On Me foi incluída em Volume One, disco de estréia da banda, de 2008.

Bem diferente da versão original do The Miracles (e você achando que era dos Beatles, hein?!), gravada no disco The Fabulous Miracles, de 1962, a música ganhou um charme todo especial com a guitarra havaiana de M. Ward e com a doce voz de Zooey Deschanel.

Fala sério: é ou não é a coisa mais fofa do mundo?
Por isso que digo e repito: She & Him = muito amor.

As cenas e os temas (Parte 1)

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

Volume Two – She & Him

Se grandes projetos podem nascer de idéias despretensiosas, o She & Him está aí pra provar que a frase é bem verdade: a dupla, formada pela atriz/cantora Zooey Deschanel e o músico M. Ward se conheceram durante as gravações de um filme – ela atuando, ele trabalhando na trilha sonora – e perceberam que compartilhavam do mesmo gosto pela música.

Parece a premissa de uma comédia romântica, não? Mas não se trata de outro filme da Drew Barrymore. A verdade é que, depois desse encontro, ambos permaneceram ligados, compartilhando suas opiniões sobre o tema: Ward incentivou Zooey à mostrar gravações amadoras que ela mantinha em sua casa e esboços de letras que escrevera no decorrer dos anos. Suas “bagagens”, posteriormente, gerariam um trabalho oficial.

O primeiro disco do duo, uma grata surpresa, foi lançado em 2008: Volume One é um disco doce, sereno e, acima de tudo – sim! – despretensioso: parece que você está ouvindo o resultado de um encontro de amigos, daqueles que se dão muito bem, fazendo um som pelo simples prazer de homenagear seus gostos pessoais e referências musicais sem esperar muito mais do que apenas um pouco de diversão.

Talvez essa mesma despretensão que é visível (audível?) no primeiro disco da dupla seja um dos encantos de Volume Two, que foi lançado oficialmente nos EUA há poucos dias, chegou ontem às lojas do Reino Unido e sai em breve no Brasil. Todos os elementos do debut estão novamente aqui, só que com contornos mais fortes: a mesma doçura, leveza, uma certa melancolia e a forte pegada retrô-folk/pop.

Alguns articulam que Zooey Deschanel é uma atriz só mediana, mas quando canta, ela sabe bem o que faz, e mais: quase dá pra acreditar que a garota entrou numa máquina do tempo e estacionou nos dias de hoje, saindo de algum ponto dos anos 60, com a inocência intencional de uma das cantoras daquela época. Seu charme e talento vocal, quando unidos à experiência e visão de M. Ward – que cria gravações fidelíssimas ao que era produzido na adocicada cena pop de outrora e é tão importante quanto a moça no resultado que ouvimos – constroem uma atmosfera terna e envolvente.

“In The Sun”, o primeiro single (já comentado anteriormente aqui no Miolão), foi gravado em parceria com a banda Tilly and The Wall e ganhou um clipe cheio de vida, como a própria canção. Volume Two é cheio de momentos assim, como na positiva “I’m Gonna Make It Better” ou a marcante “Don’t Look Back”. As melodias otimistas e esse mundinho aparentemente “colorido” são a cara da dupla, mas eles também sabem criar pequenas perólas intimistas, como “Brand New Shoes” e “If You Can’t Sleep”, que possuem mais a cara do volume anterior, com seu tom quase amador.

Com “Volume Two”, Ward e Zooey reafirmam seu estilo e mostram outro trabalho surpreendente, em que um apanhado de boas referências e estilo valem muito mais do que uma produção gigantesca. Com sua simplicidade, trazem de volta uma sonoridade que não é inédita, mas soa quase fresca sob os cuidados de ambos, provando que a uma pouco de doçura não faz mal pra ninguém.

Pra encerrar o post, confira abaixo a apresentação de “In The Sun” feita pela dupla no programa do David Letterman, na última semana.

 

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