A terceira temporada de True Blood mal acabou, mas nós já estamos com saudades da cruel (e imatura) Rainha Sophie-Anne.
Linda, ruiva e má, Evan Rachel Wood interpretou com a maestria de praxe uma vilã intrigante e irritante. Enquanto a série não retorna, o que nos resta é relembrar alguns momentos marcantes de sua carreira.
Aos Treze, 2003.
Embora já tivesse atuado ao lado de Al Pacino, Sandra Bullock e Cate Blanchett, foi num filme com cara de independente que Evan teve seu primeiro papel de destaque. Em Aos Treze a jovem chamou a atenção do público e da crítica ao dar vida a Tracy Louise Freeland, uma adolescente típica que enfrentou as agouras e pressões de uma vida tumultuada e regada à loucuras e drogas. A transição da boa menina para a garota-perdida-e-errante foi indefectível a ponto de lhe render uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz Drama – e há quem diga que Evan só não foi indicada ao Oscar pelo preconceito velado que novas atrizes sofriam na época. Mesmo sem ter vencido o prêmio, a moça deixou claro que não estava para brincadeira e que atuar era mesmo seu negócio.
Ah! Uma curiosidade: na época das filmagens Rachel Wood já tinha 16 anos.
Tudo Pode Dar Certo, 2009.
Deixando para trás seus papéis da típica adolescente deslocada, ano passado Evan foi dirigida por Woody Allen no divertidíssimo Whatever Works (ou, se preferir, Tudo Pode Dar Certo, na esdrúxula tradução nacional). Na pele de Melodie, uma garota interiorana pura, burra e de bom coração, a moça arrancou risadas e se mostrou afiada no quesito humor. Impondo seu próprio ritmo durante todo o primeiro ato, o timing cômico da atriz foi preciso e sua maturidade foi aguçada o suficiente para não tachar a personagem como um chavão vivo, saindo intacta do que poderia ser um mico homérico em sua carreira. A burrice de Melodie soou tão natural quanto sua evolução enquanto personagem e ouso dizer que se o filme foi um sucesso, grande parte disso deve-se a performance de Evan. Ponto pra ela!
Heart-Shaped Glasses (When the Heart Guides the Hand), 2007.
Marilyn Manson é um sujeito estranho. Mesmo com seu jeitinho atípico (androginia, vesguice e maquiagem), O cantor que se diz ser o anticristo, foi casado com Dita Von Teese e namorou Evan Rachel Wood.
O namorico pegou a imprensa e o público de surpresa e alheio ao estranhamento das massas, o casal, que a primeira vista não tinha nada em comum, viveu uma relação, na mais amena das hipóteses, intensa.
Foi nessa época que Evan serviu como musa para que Manson compusesse a canção Heart-Shaped Glasses, primeiro single do álbum Eat Me, Drink Me. A letra, que descreve o romance de um homem adulto com uma mulher mais jovem, recheada de tesão e amor, é uma declaração sincera e bonita – nos padrões Manson de ser – e faz referência, entre outras coisas, a Lolita de Vladimir Nabokov que Kubrick filmou.
O malicioso e polêmico clipe, dirigido pelo próprio Manson, mostra uma garotinha com óculos de coração se divertindo, beijando e transando. Aliás, as cenas foram tão bem “simuladas” que houve quem dissesse que eles realmente fizeram sexo durante o vídeo. O cantor inclusive chegou a afirmar que era tudo verdade, mas segundo Evan, era tudo de mentirinha. Assista aqui e tire suas próprias conclusões.
E se você se pergunta que fim levou o namoro dos dois, eles se separaram em 2008, reataram em 2009 e se separam de novo há pouco, rompendo o noivado iniciado em janeiro.
Bônus: Across The Universe, 2007.
Como se não bastasse atuar lindamente, Evan Rachel Wood também canta – e canta bem, obrigado. Escalada para viver a protagonista de Across The Universe, de Julie Taymor, Evan fez bonito ao entoar canções dos Beatles com seu doce timbre. Diz a lenda que o desempenho da moça foi tão impressionante que If I Feel foi gravada no primeiro take. Saca só:
Se o futuro da Rainha Sophie-Anne é incerto em True Blood, o futuro de sua interprete será, ao que tudo indica, certamente brilhante.






















