Kirsten Dunst é uma das mais carismáticas atrizes de sua geração. Depois de ingressar cedo na carreira artística, construiu um histórico de personagens extenso e variado: ela já foi líder de torcida, mulher de super herói, tenista, virgem suicida, emprestou sua voz a desenhos animados, envolveu-se com jogos de tabuleiros fantásticos e muito mais – só pra citar alguns!
Não é uma figura unânime: alguns dizem que trata-se somente de mais uma mocinha água com açucar de Hollywood, mas seu desempenho em filmes cultuados e sua habilidade para adaptar-se a diversos gêneros cinematográficos provam que ela possui um algo a mais, sim.
O nosso 3 Momentos de hoje é só dela! Confira abaixo alguns pontos de sua carreira que o Miolaoteam adora e recomenda. :)
Claudia – Entrevista Com o Vampiro (1994)
“Interview With the Vampire” é a estréia oficial de Kirsten Dunst nas telonas. Ainda muito jovem, integrou um elenco cheio de nomes de peso, como Tom Cruise, Brad Pitt, Christian Slater e Antonio Banderas. Como se isso já não fosse uma grande responsabilidade, a menina interpretou um papel essencial na adaptação de um romance de Anne Rice, a rainha suprema da literatura ao tratarmos de temas vampirescos – com roteiro escrito pela própria. Aparentemente, não se abalou nem um pouquinho: na pele de Cláudia, uma vampira eternamente presa ao corpo de uma criança, Kirsten construiu perfeitamente a atmosfera de sobriedade e perigo que sua personagem deveria ostentar. Considerada uma revelação, foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e ganhou o prêmio de Melhor Atriz Revelação no MTV Movie Awards. Prodígio?
Claire Colburn – Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)
“-I’m impossible to forget, but I’m hard to remember.”
“Elizabethtown”, dirigido por Cameron Crowe (“Quase Famosos”, “Vanilla Sky) é uma tragicomédia fantástica: o filme apresenta personagens adoráveis que cruzam o caminho de Drew, protagonista vivido por Orlando Bloom. O rapaz, um empresário frustrado que confronta sua repentina demissão e a morte do pai retorna a sua cidade natal para participar do funeral. Durante a viagem, conhece a aeromoça Claire Colburn, interpretada pela nossa homenageada: uma moça otimista e com uma visão peculiar e simples sobre diversos aspectos da vida. Kirsten cativa o espectador e encontra o tom perfeito para a personagem: doce, inocentemente sincera e tão adorável que faz a gente acreditar nas “surpresas” que são as outras pessoas. No mínimo, meiga.
Maria Antonieta – Maria Antonieta (2006)
Kirsten é, pelo que parece, bastante querida por Sofia Coppola: a moça já estrelou dois filmes lançados pela diretora. O primeiro deles foi “As Virgens Suicidas”, onde incorporou a melancolia e euforia juvenis que ardiam em Lux Lisbon, uma das cinco irmãs ao qual o título faz referência, garotas oprimidas por pais controladores e pela impossibilidade de vivenciar certas experiências de vida. A atuação de Dunst, bem natural, enriqueceu a ótima produção ainda mais e colheu elogios. Seu potencial, porém, seria mostrado de forma maior na segunda parceria com Coppola, “Marie Antoinette”, lançado em 2006: o filme, que retratava a vida de uma das maiores monarcas da história por uma ótica mais íntima, analisando suas experiências pessoais e deixando o contexto histórico um pouco de lado deu a Kirsten a chance de interpretar uma protagonista em fases diversas, sempre no meio de um turbilhão de emoções e acontecimentos. Um desafio para qualquer artista, e ela surpreendeu: existem diversas outras atrizes melhores do que a loirinha, mas ao vê-la em cena, é difícil imaginar outra interpretando a rainha que comandou a França. Rendeu outra indicação importante em seu currículo: Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2007, prêmio que perdeu para Jeon Do-Yeon.




















A atuação dela nos três filmes é especial. O mais interessante é a sua naturalidade em interpretar papéis tão diferentes; a meiguice de Claire, a sensualidade leve e fatal de Lux, a certa inocência daquela que foi rainha da França aos 19 anos.
Parece que Sofia percebeu esse sutil potencial muito bem. Claps.
Adoro muito Kirsten Dunst. Mas se o 3 Momentos fosse meu, falaria de Volta Por Cima, Winblendom e Teenagers. Ah, e de quebra, Gostosa Loucura. PORQUE SOU FAROFA.