
Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.
(500) Dias Com Ela conta como Tom Hanson se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.
Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.
Com uma abertura encantadora, ao som de Us, de Regina Spektor, somos inseridos na vida dessas duas pessoas e por pouco mais de uma hora e meia sorrimos, torcemos e sentimos nossa garganta um pouquinho mais apertada. Está tudo lá. Toda a vontade de ser feliz, de se sentir amado, de encontrar a sua cara metade, de encontrar, sem querer, também decepções.
Quebrando todos os clichês que poderiam sair da premissa água com açúcar, Marc Webb subverte a comédia romântica. Aqui temos um garoto apaixonado e uma garota que não acredita no amor, ao contrário da maioria das produções do gênero, onde é sempre a garota que idealiza um amor.
A narrativa fragmentada foi outro acerto. Em vez de vermos um início apaixonado, um meio turbulento e um final feliz, a história inteira se mistura numa ordem não cronológica, soando às vezes cruel, como por exemplo quando o filme nos mostra as piadas que de repente perdem a graça e também como que o que a gente amava no outro de repente torna-se insuportável. As piadas funcionam no tempo certo e quebram toda tensão que o filme acumularia se fosse contado de forma convencional.
Tudo, absolutamente tudo, é mostrado de um jeito sutil, bem humorado e bonito. A dupla de protagonistas tem uma química que desperta simpatia. Joseph Gordon-Levitt, que já tinha mostrado a que veio no incrível Mistérios da Carne e que mais recentemente deu as caras em G.I. Joe – A Origem de Cobra, segura o filme todo, dosando precisamente a comédia e o drama. Zooey Deschanel, que é musa da galerinha indie e que normalmente deixa devendo quando o quesito é atuação, tem o papel de sua vida. No auge de sua beleza, é impossível não se apaixonar pela sua Summer.
Zooey, além de atuar, contribui cantando com a outra metade do She & Him uma versão de Please, Please, Please, Let Me Get What I Want, clássico do The Smiths. Aliás, a trilha sonora inteira é delicosa. Além dos já mencionados She & Him e da fofíssima Regina Spektor, temos Wolfmother, Carla Bruni, Feist, Black Lips e até Hall & Oates, com a ensolarada You Make My Dreams.
É, realmente falar sobre (500) Dias Com Ela parece bem simples. Mas quando a gente mergulha no universo projetado pela brilhante estréia de Marc Webb na direção, a gente nota que se trata de algo muito maior do que apenas mais um filminho de amor. (500) Dias Com Ela é um filme sobre a vida. Ou pelo menos, sobre a parte mais gostosa dela.
(500) Days Of Summer, Marc Webb, 2009.
(500) Dias Com Ela. Com Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz e Matthew Gray Gubler.





"Thiago, 21 anos, ama cinema e queria que sua vida fosse um filme. Não vive sem música, é viciado em internet e acredita na magia e sedução das SMS's. Ama falsidade, é filho do Ozzy Osbourne e seus exemplos na vida são John Lennon, Paris Hilton e Stefhany. Aliás, ele é lindo e absoluto. Rere."
"Mario, 21 anos, louco por
"Sanny, 22 anos, é louca pela fama, sucesso e glamour. Já buscou status tornando-se circense, bailarina, cantora e universitária, mas acredita firmemente que vai DAR certo na vida quando se tornar atriz ou encontrar um milionário disposto a casar. Além de toda essa ambição, é uma ótima companhia para sair e beber cerveja discutindo todos os tipos de assunto. Fiz o requisito?"
"Renato, 19 anos, ama palcos, escrever e está no 2º ano de jornalismo. Imita cenas de filmes famosos em público, tem tendências naturais ao drama e é o 'desmancha festinha' na sua turma de amigos. Canta, dança, representa e tá aí com uns projetos. Mantém seus surtos de Becky Bloom sob controle por falta de dinheiro. É apaixonado por música. Sonha montar num touro mecânico, dominar o planeta e fazer as pessoas se identificarem com o mundo na sua cabeça."
[...] mais do que suficiente para ir até a telona: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Cillian Murphy… O enredo, no mínimo, desperta curiosidade. Quer dizer, é sobre [...]
[...] vídeo, Zooey Deschanel (a Summer, de (500) Dias Com Ela) encarna uma colegial e… e o resto só assistindo. [...]
na verdade a descrição do Tom esta um pouco incorreta.
Logo no inicio do filme ele é descrito assim:
O garoto, Tom Hansen,
de Margate, Nova Jersey,
cresceu acreditando que nunca
seria verdadeiramente feliz,
até o dia em que
ele conheceu a garota.
Essa crença vem
de uma exposição precoce
à triste música pop britânica,
e à má compreensão do filme
“A Primeira Noite de um Homem”
Ele não tinha “certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema” ele achava que nunca seria verdadeiramente feliz
o filme é nota dez, a pessoa se envolve completamente com a vida das personagens.
a zooey tá liiinda, tá não, ela é liiinda!
vale muuuito a pena assistir!
Filmes simples, mas inovador.
Tudo de bom.
nossa, acho ela tão parecida com a Kate Pery…..
agora eu sei, DEFINITIVAMENTE, porque chama-se miolão..
Thi, adorei o filme, mas se você não estivesse lá (primeiramente eu não o veria, escolheria caçadores de vampiras lésbicas (mentira!)) eu me mataria no instante em que ele disse “bitch”.
Além do filme, a trilha sonora tbm é muito boa!!!
Gente, eu quero tanto ver esse filme! Espero que ao menos chegue nos cinemas daqui da cidade!
Definitivamente, até aqui, o melhor filme do ano na minha opinião. Quem um dia realmente se apaixonou e teve o coração partido se enxerga claramente na pele de Tom, pq como o próprio filme fala: “Essa não é uma história de amor. É uma história sobre o amor”. Tom cresceu consumindo uma cultura que eu me inditifico, e acredito que mtas outras pessoas tb: de músicas românticas, de filmes açurados e livros que tentam nós fazer acreditar que um dia vamos sair e encontrar a pessoa certa. Mas e se não formos a pessoa certa da nossa pessoa certa?
Com uma das conversas mais cruas e verdadeiras sobre realacionamentos, sentimos nosso coração apertar pelo pobre Sam, e com uma sacada genial no final, 500 Days of Summer nós devolve a esperança de o amor está realmente a solta por ai, passando como as estações e tudo que precisamos fazer é ainda acreditar.
Parabéns pela critica, Thiago, esse filme é algo obrigatório mesmo.