Quando o filme acabou permaneci imóvel. Nojo, angustia, revolta e alívio se misturaram numa coisa só. Me senti estuprado emocionalmente. Dizer que o filme é forte não é o suficiente. Precious é avassalador.
O roteiro de Geoffrey Fletcher, baseado no livro Push, de Sapphire, não dá nenhuma brecha para racionalidade. O que é colocado em cheque é a degradação do ser humano, sem disfarces ou candura.
Narrado em primeira pessoa, Preciosa conta a história de Claireece “Precious” Jones, uma adolescente de 16 anos que sonha em ser famosa e viver como uma estrela. Tal argumento poderia se assimilar facilmente com qualquer teen-movie, se não fosse por alguns fatores: Precious vive com uma mãe que a humilha e a espanca, é estuprada por seu próprio pai, da relação incestuosa nasceu uma menina com síndrome de down, está grávida de seu segundo filho, é obesa e analfabeta. Talvez por esse motivo, quando ela começa a contar sua história, usando frases curtas e diretas, ela não deixa margem a interpretações. Precious nos conta o que sente, exatamente como sente.
No decorrer da trama acompanhamos a evolução de Precious como pessoa e sua luta em busca de respeito próprio. Com altas doses de humor negro e um texto afiado, Preciosa permite que seu elenco brilhe.
A estreiante Gabourey ‘Gabby’ Sidibe encarna o papel título com maestria e consegue expressar tudo que o material exige. Mo’Nique, que interpreta sua mãe, rouba toda cena em que é vista, apresentando traços tão verossímeis que chegam causar revolta. Espetácular é pouco para descrever o que ela faz na tela. Além de Gabourey Sidibe e Mo’Nique, uma das surpresas do elenco é Mariah Carey como Mrs. Weiss. Na pele de uma assistente social, a cantora se despe de todo tipo de vaidade e entrega uma performance contida e convincente, fazendo valer cada segundo em que aparece. O desempenho é tão bom que é inconcebível pensar que a atriz que assistimos é a mesma cantora mimada de Glittler. O restante do elenco trabalha em sintonia, e contribui de forma positiva com o tom realista do longa. É tudo tão verdadeiro e visceral que não se envolver é quase impossível.
Lee Daniels, diretor, merece aplausos. Ele conseguiu conduzir o filme sem cair no melodrama e sem buscar saídas fáceis. A impressão que fica no final é que seu maior mérito foi fazer de Precious um ser humano, e não um filme. E é exatamente por isso que Preciosa é tão incomodo: por ser uma quase verdade.
Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, Lee Daniels, 2009.
Preciosa. Com: Gabourey ‘Gabby’ Sidibe, Mo’Nique, Paula Patton, Mariah Carey e Lenny Kravitz.



















Creio q este longa seja sensacional, pq ele abodar um tema do nosso cotidiano q a sociedade prefere ñ enxergar, o filme pode ñ agradar a todos por ser bem realista, por contar a história de uma mulher negra, analfabeta, q esta acima do peso. Q tenta se destacar no meio da sociedade padronizada em q vivemos.
Tal qual a Sanny disse: Ansiosíssiomo para assistir! Ainda mais depois dessa resenha, né…
Bom dia, Kherian!
Vale mesmo assistir, sério! Depois conte-nos suas impressões ;]
Valeu!
Eu assisti Precious há umas três semanas atrás e acredito que a única palavra para defini-lo é: imperdível!
Bjo e otimo carnaval!
Ansiosíssima para assistir!!