Ahhhhh! O Dia dos Namorados! Uma data linda que representa o amor, a união e cumplicidade de duas pessoas e o carinho que se dá e recebe.
Ou simplesmente uma data criada para incentivar o consumo e que serve apenas para casais bonitinhos se exibirem como felizes para os amigos e dar presentes esperando receber coisas extraordinárias em troca.
Seja qual for sua relação com o Dias dos Namorados, recomendamos que relaxe e aprecie o Top 5 que está por vir. Tanto faz se você está namorando ou então se acha que isso de “feliz pra sempre” é coisa de cinema… Se inspire, suspire e pense a respeito; afinal, casais assim, reais ou não, merecem um pouquinho de atenção!
5º Tom e Dri, Apenas O Fim.
“Você vê filmes demais. Vai acabar me amando pra sempre.”
O filme foi um verdadeiro hit na Mostra Internacional de São Paulo do ano passado. Também pudera, o apanhado de referências pop feitas pelo diretor estreante Matheus Souza é de deixar qualquer pessoa que tenha seus 18 ou 20 e poucos anos imersos meio a tanta identificação. E a película cumpre algo ainda maior: ela consegue deixar pessoas de qualquer idade apaixonadas pelo casal de protagonistas.
Na história, Adriana (Érika Mader) encontra Antônio (Gregório Duviver), seu namorado, apressado para ir fazer uma prova; e lhe diz que está cansada de tudo, que está indo embora. Passado em tempo real nos corredores da PUC, vemos em seus 80 minutos de duração uma porção de lembranças e frase de efeito. Amor, eu diria. A química e o carisma dos 2 personagens servem como base para um roteiro sensível, engraçado e… triste.
Um filme para ver e, talvez, acreditar que há algo depois do fim (uma dica para quem não assistiu: veja tudo, até além dos créditos).
4º Mickey e Mallory Know, Assassinos Por Natureza.
“We’ll be living in all the oceans now.”
Baseado na história “Killer Instinct“, escrita por Jane Hamsher, Assassinos Por Natureza é um verdadeiro marco do cinema dos anos 90.
Mallory (Juliette Lewis) e Mickey (Woody Harrelson) são 2 pessoas que são unidas pelo amor: eles se amam e amam mais ainda MATAR. Nascidos da mente do genial Tarantino, o violentíssimo casal foi apresentado ao mundo em 1994, no longa de Oliver Stone. Bem longe de ser um filme sobre amor, Assassinos Por Natureza narra de uma maneira super original o poder que a mídia tem em transformar catástrofe em notícia e criminosos em celebridade. Mesmo propondo a discussão de um tema sério, é impossível imaginar um resultado tão interessante e intenso sem o mote que move o filme: a paixão intensa e avassaladora do casal principal.
Uma bela história que mostra um amor torto e insano. Ou, em outras palavras, um amor comum em circunstâncias não tão comuns assim.
3° Clementine e Joey, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças.
“Ok.”
Saídos do que talvez seja um dos melhores filmes de todos os tempos, Joey e Clementine parecem mais pessoas do que personagens. Ele (interpretado por Jim Carrey) e ela (por Kate Winslet) são completamente opostos em personalidade: enquanto Joey é tímido e instrospectivo, Clementine é um poço de vida: a intensidade da garota é tanta que acaba refletida nas cores de seus cabelos e nos menores gestos.
Tudo começa quando Joey encontra Clem e descobre que, após o término, ela realizou um procedimento que excluiu ele de sua memória. Complicado? Talvez. O roteiro escrito por Charles Kaufman (que, inclusive, foi vencedor do Oscar em 2005) possui tantas nuances e sensibilidade que fica difícil destacar um único ponto positivo.
A grande moral do filme, dirigido maravilhosamente bem por Michel Gondry, é de que lembranças valem a pena. E que sempre há tempo de tentar de novo (se você acredita).
2º Celine e Jesse, Antes do Amanhecer/Antes do Pôr do Sol/Waking Life.
“- … Maybe you are gonna miss that plane!
- I Know…”
Com uma premissa extremamente simples, Antes do Amanhecer marcou toda uma geração.
A história de dois estranhos que se conhecem numa viagem de trem é tão bonita e crível que chega a doer. Tudo começa quando Jesse (Ethan Hawke) conhece Ceine (Julie Delpy) e a convida para um passeio em Viena, que vai da noite daquele dia até o amanhecer. E só. O filme é só isso. Uma única noite, regada de conversas e reflexões. Uma noite que, para os mais românticos, retrata o nascimento de um amor e que para os mais céticos mostra que conexões podem acontecer, mas que talvez… Talvez sejam one night stand mesmo. Dono de um final poético e esperançoso (ou poético e triste, dependendo da pessoa), pode-se dizer que Antes do Amanhecer é, no mínimo, um filme lindo.
Em 2004, para a surpresa de todos, o filme de 1995 recebeu uma continuação. Sendo ainda melhor que o título original, Antes do Pôr do Sol responde todas as perguntas que ficaram em aberto no primeiro filme e resgata toda sensibilidade do casal de protagonistas. O roteiro, escrito pelo diretor Richard Linklater em parceria com a dupla de atores principais e com Kim Krizan, exibe de forma segura o crescimento e a evolução de 2 pessoas comuns, cheias de medos, inseguranças e obrigações. Com pouco mais de 70 minutos o filme é absolutamente lindo em todos os aspectos. Sem falar que, assim como o filme de número 3 dessa lista, possui um dos melhores finais já feitos até hoje.
Curiosidade boba: as incríveis personagens Jesse e Celine ainda aparecem em uma das cenas de Waking Life, desenho feito a base de rostocopia, lançado em 2001. Sem nenhum vínculo com as histórias dos filmes originais, Jesse e Celine discutem sonhos numa cama. Imperdível.
1º Carl e Elle, Up – Altas Aventuras.
Não preciso dizer nada. Preciso?
Menções honrosas: Jack Twist e Ennis del Mar (interpretados respectivamente por Jake Gyllenhaal e Heat Ledger) e sua paixão proibida em “O Segredo de Brokeback Mountain); Patrick Verona (Heath Ledger) e Kat Stratford pelos diálogos bem sacados em “10 Coisas Que Eu Odeio em Você”; Cristina (Scarlett Johanson), María Elena (Penélope Cruz) e Juan Antonio (Javier Bardem), pelo equiílibrio desequilibrado de uma paixão à 3 em “Vicky Cristina Barcelona”; Florentino Ariza (Javier Bardem, mais uma vez) e Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno) mostrando que o amor pode resistir a uma vida em “O Amor nos Tempos de Cólera”; o primeiro amor de Gabe (Josh Hutcherson) e sua decepção com Rosemary (Charlie Ray) em “ABC do Amor”; Elza (China Zorrilla) e Fred (Manuel Alexandre), por mostrarem que não há idade para amar no longa “Elza e Fred – Um Amor de Paixão”; Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky) e seu melhor amigo Thomas J. Sennet (Macaulay Culkin) em “Meu Primeiro Amor”; Satine (Nicole Kidman) e Christian (Ewan McGregor) por mostrarem no filme “Moulin Rouge” que não há nada mais importante que amar e ser amado; Romeu e Julieta e todos seu interpretes que mostraram da forma mais trágica o sentimento mais bonito do mundo e tantos outros que não caberiam aqui.
… Feliz dia dos namorados.





















Meninos, vocês são muito jovens e acredito que não viram esse filme (pelo menos não no cinema, hehehehe), mas eu acho que faltou o casal Idgie Threadgoogde (Mary Stuart Masterson) e Ruth Jamison (Mary-Louise Parker) de Tomates Verdes Fritos.
E o top 5 é ótimo!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Esse filme é TÃO lindo! Mary-Louise Parker, as usual, perfeita, né? Grande história. Realmente “faltou”… =]
Concordo que faltou Claire e Drew!
E Charlotte e Bob, embora o que rolou entre eles não foi o romance mais explicitamente romance do mundo. haha.
Florentino Ariza e Fermina Daza <3 A história que me faz não perder a esperança, sabia? E também a história que me fez entender que o meu maior problema é ter aprendido a amar assistindo filmes/lendo livros.
Top5 lindo, Dantas! Como sempre.
Apenas o fim é GÊNIAL.
[ eu colocaria Drew e Claire de Elizabethtown nas menções honrosas. e Rui e Vani dos Normais também, mas eles neeeem são assim de cinema, né...]
Fofo e merecido primeiro lugar. :)